Holding dona de John John e Le Lis Blanc enfrentou dificuldade adicional por conta de problemas com a plataforma de e-commerce.

A pandemia de covid-19 aumentou o prejuízo da Restoque em 2020. A holding de moda enfrentou ainda dificuldade adicional por conta de problemas com a plataforma de comércio eletrônico. “Quando a pandemia foi declarada, estávamos operando uma plataforma
de e-commerce que apresentava vários problemas desde sua implantação no ano anterior, além de ter diversas limitações por não ter acompanhado a evolução que o canal online requer, o que limitou nossa atuação online durante os períodos em que as lojas permaneceram fechadas ou com restrições de operação”, informou o relatório que acompanha o balanço financeiro publicado pela empresa.Ainda assim, as medidas adotadas para contornar alguns dos problemas deram resultado. E o e-commerce contribuiu com 15% do faturamento bruto da Restoque em 2020. Em 2019, a receita com vendas digitais representava 5% do total.
A receita líquida de 2020 somou R$598,81 milhões, 36,4% a menos que a do ano anterior. O quarto trimestre contribuiu com R$203,11 milhões, queda de 19,3%.
No ano, o prejuízo da Restoque acumulou perda líquida de R$293,65 milhões. No quarto trimestre, o prejuízo líquido registrou R$29,98 milhões.
A rede de varejo das marcas da Restoque terminou o ano com 239 operações, 16 a menos que em 2019. Le Lis Blanc controla 91 lojas e a Dudalina, outras 63. Os demais 85 pontos estão divididos entre a John John (49), a Bob.Bô (21) e a Rosa Chá (15).
O outlet Estoque adiciona 24 pontos ao varejo da companhia. Ao longo de 2020, foram encerradas sete lojas da banderia e outras sete terão o mesmo destino em 2021, informou a companhia aos investidores.
PROJEÇÕES PARA 2021
Falando aos analistas de mercado, o CEO da Restoque, Livinston Bauermeister fez algumas projeções e antecipou medidas. Disse acreditar que o desempenho das vendas do primeiro trimestre de 2021 será parecido com o mesmo período do ano passado.
Sobre o quarto trimestre avaliou que “provavelmente abril não deverá ser pior que março”. E ainda prevê “melhora gradual” das vendas em maio e junho, caso a vacinação avance em ritmo mais rápido.
No terceiro trimestre de 2020, a companhia comprou uma nova plataforma de e-commerce para substituir a que está em uso. Em processo de implantação, a expectativa é que entre em operação “nos próximos meses”.
Com esse recurso, o CEO entende que o e-commerce poderá atingir 20% da receita bruta em 2021.