Mesmo assim, e em meio à pandemia de covid-19, varejista afirmou que pretende manter o plano de expansão de abertura de lojas para 2020.
A Pernambucanas encerrou 2019 com 30 lojas a mais do que operava em 2018. No período, abriu 33 e fechou três. A varejista, que só publica o balanço anual, registrou queda de receita líquida e de lucro líquido no ano passado. Os ganhos consolidados da companhia diminuíram pela metade. Registrou lucro líquido de R$ 268,67 milhões, 51,06% a menos que em 2018. Já a receita líquida consolidada alcançou R$ 4,16 bilhões em 2019, praticamente repetindo o exercício anterior, com pequena queda de 1,28%.
Em entrevista ao vivo, e aberta, ao jornal Estado de São Paulo, Sérgio Borrielo, presidente da Pernambucanas, afirmou que abrirá pelo menos 25 lojas em 2020, a despeito da pandemia. “Porque já estavam no caminho para acontecer”, explicou o executivo. Ele disse que atualmente a rede tem 378 pontos de venda, três a mais que em dezembro. Borriello não descarta ir além no plano de expansão. Acredita que a crise provocada pela covid-19 pode abrir oportunidades de negócios.
Mas só se aparecerem nas áreas nas quais a Pernambucanas tem interesse – Rio Grande do Sul, Espírito Santo, norte de Minas Gerais e Rio de Janeiro. Eram regiões já mapeadas pelo estudo de expansão da varejista que considera tamanho de cidade e renda. E uma análise que permanece válida, contou Borriello na entrevista ao Estadão.
NOVOS PEDIDOS DE VESTUÁRIO
Ele comentou que 256 lojas voltaram a funcionar, ainda que em esquemas parciais e que mudam conforme as determinações de cada prefeitura. E que em função dessa reabertura voltou a encaminhar pedido a seus fornecedores de vestuário. As compras de roupas foram suspensas com o fechamento das lojas a partir de 22 de março.
Sem dar números, Borriello comentou que as vendas de produtos como eletrônicos leves e perfumaria tiveram melhores resultados pelo ecommerce. Avalia que vestuário é mais difícil de rodar no online por falta de padrões em modelagem. Entretanto, ressaltou que a Pernambucanas vem há algum tempo investindo em padronização. Segundo o executivo, 35% da linha de vestuário tem padrões de medida e modelagem definidos. Citou o jeans com a etiqueta Veste Bem como exemplo de produto padronizado.