Entre as medidas aceleradas pela crise da covid-19, a empresa reduziu o ciclo de desenvolvimento de produtos em quatro vezes.

Mesmo com a crise causada pela pandemia de covid-19, a Pernambucanas obtém lucro líquido em 2020. Entre as grandes redes do varejo de moda foi das poucas a registrar resultado líquido positivo no ano marcado pelo abre-e-fecha de lojas e as restrições de circulação. Mas o ganho de
R$108,95 milhões foi em torno de 60% menor que o de 2019.A pandemia afetou também as vendas. E a receita líquida da companhia caiu no período. Conforme o balanço anual publicado, a Pernambucanas obtém receita consolidada de R$3,71 bilhões em 2020, praticamente 11% a menos que a do ano anterior. Corresponde a recuo menor do que o registrado por outros grandes concorrentes.
A participação das vendas digitais ficou no mesmo patamar das demais redes varejistas. Situa-se em torno dos 15%, que diante da receita líquida equivaleriam a R$557,4 milhões.
AVANÇO E DIVERSIFICAÇÃO
Entre as iniciativas impulsionadas pela pandemia a Pernambucanas no relatório do balanço anual aponta a otimização do ciclo de desenvolvimento de produtos. De acordo com a companhia, reduziu de 175 dias para 40 dias.
Ampliou ainda o sortimento comercializado nas lojas com o acréscimo de sete novas categorias, como linha bebê, bijuterias, brinquedos, acessórios para pets. O Espaço Beleza foi estendido para 258 lojas, com produtos da Jequiti e da Multi B, do Boticário.
Outra aposta é na linha de licenciados para a qual estima potencial de venda e ressalta a estreia do Espaço Disney na loja localizada no Center Leste Aricanduva, bairro da capital paulista.
A Pernambucanas encerrou 2020 com 412 lojas, mantendo o cronograma de expansão anunciado no início do ano. Conforme a varejista, foram abertas 38 unidades no período, o que significa que uma foi fechada.