As duas holdings de moda ainda enfrentam pressão relativa às dívidas acumuladas.
Os balanços financeiros publicados pelas holdings de moda de capital aberto Restoque e Inbrands mostram que o desempenho de ambas melhorou, mas os resultados
ainda estão abaixo do patamar de 2019, antes da pandemia de covid-19. Pesam sobre as duas a forte pressão relativa ao serviço de pagamentos das dívidas acumuladas.A Restoque reestruturou a dívida, mas adiou o início dos pagamentos para junho. É a segunda postergação. A Inbrands não apresentou, até o momento, plano de reestruturação de dívida.
RESTOQUE OPERA COM PREJUÍZO
Dona de sete marcas, entre as quais Dudalina, John John e Le Lis Blanc, a Restoque encerrou 2021 com receita líquida de R$875,9 milhões, que representa aumento sobre 2020. Porém, não alcançou a receita de R$965,1 milhões de 2019.
Mesmo ainda operando no prejuízo, a companhia conseguiu reduzir parte das perdas em 2021. Registrou prejuízo líquido no ano passado de R$186,4 milhões, contra R$293,6 milhões de 2020.
Ao longo de 2021, fechou 31 lojas da rede, encerrando o ano com 208 lojas de marcas, mais sete do outlet Estoque, somando 215 pontos de varejo.
Informou investimento de R$86,7 milhões em 2021, dos quais R$39,2 milhões no desenvolvimento de coleções.
INBRANDS REVERTE PREJUÍZO
Dona de marcas como Ellus e Richards, além de outras oito labels, a Inbrands anotou receita líquida de R$424,2 milhões em 2021, dos quais R$139,8 milhões no quarto trimestre.
Obteve lucro líquido de R$15,7 milhões entre outubro e dezembro, de modo que encerrou 2021 com pequeno ganho de R$1,7 milhão, revertendo o prejuízo de 2020. Mas distante dos quase R$24 milhões de lucro líquido de 2019.
Entre as holdings de moda brasileiras de capital aberto, apenas a Inbrands não informa o número de lojas em funcionamento. Em setembro de 2021, a Fitch Ratings estimou que a rede operava com 299 lojas, das quais 164 próprias e 135 franquias.
PERFIL DAS EMPRESAS
No quadro abaixo, compare os dados de Restoque e Inbrands em 2021.