As vendas físicas melhoraram entre maio e junho, e varejista volta a ter lucro no período.

Embora ainda impactado pelos efeitos da covid-19, o segundo trimestre da Riachuelo apresentou melhora. Entre abril e junho, a Riachuelo abre 10 lojas, das
20 previstas para serem inauguradas até o final do ano. A reabertura das lojas físicas e o horário de funcionamento mais próximo do normal, além da vacinação, atraíram consumo. E a companhia obtém lucro líquido no segundo trimestre de R$46,1 milhões.Assim, reverteu o prejuízo líquido de R$296,2 milhões enfrentado no segundo trimestre de 2020. Quando comparado a igual trimestre de 2019, o ganho é 16% menor.
A empresa lembra que abril sofreu a pressão do fechamento de lojas e fábricas.
A receita líquida do segundo trimestre atingiu R$1,67 bilhão, que representa quase 90% acima do movimentado entre abril e junho de 2020. Mas é 10% a menos que a receita registrada no segundo trimestre de 2021.
Por causa do desempenho do primeiro trimestre, a Riachuelo ainda opera com prejuízo líquido de R$58,8 milhões no semestre que é, porém, bem menor que os R$343,7 milhões de perdas acumuladas no primeiro semestre de 2020. E ainda longe do lucro líquido de R$84,2 milhões do primeiro semestre de 2019.
A receita líquida do semestre somou R$2,9 bilhões. Ficou 16,1% acima de 2020 e 16,3% abaixo de 2019, mostra o relatório que acompanha o balanço financeiro da companhia.
EXPECTATIVA
Em teleconferência de resultados, Oswaldo Nunes, CEO da varejista, contou que o fluxo de pessoas nas lojas físicas está aumentando gradativamente. Disse ainda que julho manteve a consistência das vendas.
O plano de expansão da rede de lojas continuou no terceiro trimestre, com a inauguração de mais três pontos entre julho e início de agosto.
Até junho, a Riachuelo abre 10 lojas e fechou duas, encerrando o semestre com 338 pontos de vendas em operação.
Desse total, 327 unidades são da Riachuelo. Das restantes 11 lojas, sete são da Carter’s e quatro, da Casa Riachuelo.
A partir de julho, a Riachuelo iniciou o período de liquidação da coleção de inverno. O plano de troca de coleção tem início entre agosto e setembro. De acordo com Nunes, a empresa vem reduzindo o estoque médio, de modo a contornar o efeito da alta de custo e câmbio.
A Guararapes responde por 40% do volume do vestuário vendido pela rede de varejo, conforme o relatório da empresa. No segundo trimestre, respondeu por 7,7 milhões de peças. No semestre, foram 16 milhões de peças produzidas.