Marca paranaense de moda masculina que vende por atacado e PL vai abrir lojas próprias neste ano e franquias até 2020
Criado em 1977, o grupo paranaense Krindges nasceu com vocação de atuar como private label (PL) produzindo para outras marcas, e em 2008 redefiniu a estratégia lançando também grifes próprias como a Docthos, de moda masculina; a Guilherme Ludwer, para ternos e camisaria; e a K&F, para importados. A decisão se mostrou acertada e hoje marcas próprias respondem por 70% do faturamento do grupo, afirma o CEO da Docthos, Leonardo Krindges.
Em uma nova etapa, o grupo está abrindo mais uma frente de varejo. Em março, a empresa lançou um site próprio de vendas e ingressou no marketplace da Dafiti. “É uma aposta de longo prazo que inclui também lojas próprias”, explica o CEO. A estratégia inclui a abertura de dez pontos de venda a partir de outubro de 2018 em cidades onde a Docthos não está presente. “Com investimentos para que a marca se torne mais conhecida, esse modelo será um teste para o lançamento de franquias em 2020”, afirma Krindges.
A primeira loja conceito será aberta em Curitiba (PR), junto com a inauguração do novo escritório de desenvolvimento do grupo. “Esse ponto será um grande laboratório de experimentação para novos produtos, ideias e conceitos, permitindo uma maior aproximação com o consumidor”, afirma o empresário. A seleção de franqueados vai começar em 2019 e as primeiras lojas serão abertas em 2020, prevê Krindges.
A Docthos que estreou em 1997, foi reestruturada em 2008 com um trabalho de construção da marca e nova equipe comercial para ampliar presença em mais estados. Outra frente foi a abertura de uma marca só de peças importadas da China, a K&F.
As coleções do carro chefe do grupo, a Docthos, são compostas por alfaiataria, camisas, polos, terno e blazer, e também jeans e sarja que representam 10% do mix total. Cada coleção tem em média 400 referências, voltada para o público jovem entre 25 e 35 anos, ou com mais idade, mas com atitude jovem, acrescenta Krindges.
O comércio eletrônico é parte importante da estratégia de tornar a marca Docthos mais conhecida nacionalmente. O site que entrou no ar neste ano oferece toda a coleção com preço cheio para não concorrer com as multimarcas. “Nesse espaço o objetivo é dar mais conveniência às compras do cliente, sem liquidar produtos”, diz Krindges.
O grupo conta uma fábrica em Ampére, onde fica o escritório administrativo central, e outra unidade em São Miguel do Iguaçu, ambas no sudoeste do Paraná, que produzem 120 mil peças por mês, com mais de 800 funcionários. Para completar a coleção de camisetas, polo, camisaria e calças, trabalha com facções da região. Na fábrica, além dessas peças, o grupo produz internamente o jeans, ternos e paletós. Com 85 representantes comerciais que alcançam 1,2 mil multimarcas em todos os estados, a empresa exporta para o Paraguai e a Argentina.
AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL
Para dar conta da demanda do atacado e varejo, o grupo investiu em automação industrial. No ano passado a empresa instalou equipamentos italianos para costura de jeans, e uma linha de máquinas para camisaria, passadoria e enfesto automatizados, além de um sistema de automação de processos. “Pensando a longo prazo, nos preparamos para a escassez de mão de obra em costura e para a demanda de peças de alta qualidade com rápida entrega”, diz o CEO.
Krindges destaca que a empresa inova na modelagem do jeans. No último verão lançou uma calça para ciclistas, com tecido em elastano com memória, que volta à posição inicial após o uso, fruto de uma parceria com um fabricante de tecidos da Turquia. A linha jeans premium conta com acessórios como os cristais da Swarovsky.
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