Além de vendas online e loja física, marca paulistana também planeja a abertura de dois centros de distribuição para a entrega das malas em domicílio
Apostando na comercialização por múltiplos canais, a marca de moda jovem paulistana Seal Brasil começou com vendas online, abriu um ponto de venda físico e, hoje, tem como principal modelo de negócio o delivery de peças por meio de malas que chegam na casa do consumidor. Para ampliar seu alcance, abriu no ano passado um quiosque que funciona como mostruário para recebimento de pedidos no Shopping Villa Lobos, e mais dois estão planejados para este ano, sendo um no Shopping Morumbi, ambos na capital paulista. Outra estratégia, segundo o empresário e criador da marca Sérgio D’Urso, é abrir dois novos centros de distribuição para o envio das malas, hoje concentrada apenas na loja da Vila Madalena.
“Minha ideia sempre foi atender o cliente da forma que ele escolher, com diferentes modelos de negócio”, afirma D’Urso. A Seal começou como loja online em 2010 para atender o público jovem. Nessa época, D’Urso, que vem da área de publicidade, já acompanhava a tendência omnichannel, em que o cliente escolhe no site e compra na loja e vice-versa, e decidiu abrir um ponto físico na Vila Madalena em 2012. Nesse local o empresário recebia os clientes de varejo na parte de baixo, e em cima iniciou uma operação de pronta entrega, para lojistas de butiques, que compram pequenos volumes. “Essa operação de atacado continua pequena, atendendo lojas especiais que compram modelos da estação atual, acompanhando o gosto do público no momento”, explica D’Urso. São multimarcas com presença em hotéis em São Paulo, e butiques em Fernando de Noronha (PE) e Trancoso (BA).
NEGÓCIOS EM EXPANSÃO
A ideia de enviar malas com as coleções aos consumidores começou quando os vendedores da Seal passaram informalmente a escolher peças e levar para alguns clientes em suas próprias mochilas. Essa opção virou um negócio formal em 2014: o consumidor escolhe as peças, na loja ou no site, e recebe uma mala em até três dias úteis, tendo também três dias úteis para devolver o que não quer comprar. “A venda nesse modelo rende mais pelo fato de o consumidor ter mais conforto para experimentar em casa, sem pressão para comprar”, explica o empresário. Hoje esse modelo de delivery representa 50% das vendas da Seal, sendo o restante nos outros canais. D’Urso ressalta que o público masculino, que têm mais dificuldade de sair especialmente para comprar roupas, é um cliente fiel. A Seal envia em torno de 700 malas por mês, e no ano passado faturou perto de R$ 1 milhão.
Em 2017, a marca mudou de endereço, ficando no mesmo bairro, a Vila Madalena, em um espaço maior, saindo de 30 metros quadrados para cem metros quadrados. No novo local, o empresário recebe os clientes de varejo e atacado, e promove eventos de divulgação da marca. Bimestralmente acontece o Jazz & Arte que apresenta artistas da área musical e exposições.
A coleção de moda masculina e feminina, com estilo esportivo e informal, é desenvolvida por uma equipe interna e a costura terceirizada. A empresa comercializa uma linha de produtos que privilegia o conforto, com peças em malha, bermudas de sarja, calças de linho e moletinho, e não trabalha com denim para não concorrer com marcas consolidadas, explica D’Urso.
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