Com a maior participação do elastano nas confecções, empresas como Ellus e Loony, testam aplicações em lavanderias e tecidos resinados
Para melhorar a modelagem de peças, principalmente nas linhas femininas, diversas marcas passaram a usar o elastano como grande aliado em suas peças. A Ellus, por exemplo, conta com o fio em 55% de suas coleções e faz trabalhos resinados em seus modelos desde 2005. De acordo com Adriana Bozon, diretora de criação da grife, a Ellus também usa tecidos resinados de fábrica. “Nesses tecidos a cor dura muito mais tempo, pois, o desbote é mais lento. Além disso, o aspecto e o toque desses tecidos é diferente dos demais”, avalia Adriana.
A Loony Jeans, que tem 100% de suas peças feitas em tecidos com elastano, agora, investe também na aplicação de resina sobre os modelos da coleção de inverno 2008. “Estamos fazendo testes desde o primeiro semestre deste ano para ver que tipo de resina se encaixa melhor com as peças da marca. Com resinas, por enquanto, fazemos apenas algumas aplicações localizadas, mas, no inverno 2008 já teremos algumas peças totalmente resinadas”, conta Nelson Tranquez, diretor comercial da Loony.
Mesmo com o sucesso das aplicações de resina e das modelagens com elastano, algumas marcas preferem não arriscar na mistura dos dois. A DTA é uma delas. A empresa busca alternativas para fazer efeitos em peças com elastano sem recorrer a utilização de produtos químicos. Um dos novos processos da marca é o crinkle, que promove efeito tridimensional em peças com elastano e pode ser feito manualmente ou em um tanque 3D.
A resina não deixa de aparecer nas coleções da DTA, mas o produto é aplicado somente em peças 100% algodão, pois não danifica as fibras do tecido e prolonga os efeitos trabalhados nas peças, explica a empresa.