Setor encerra o ano comprando mais tecido de fora e pagando, em média, cerca de US$ 3,7 o quilo do material
O setor de jeans terminou 2018 do jeito que começou o ano: importando mais denim. De janeiro a dezembro, as empresas brasileiras compraram US$ 23,93 milhões em denim de fora, conforme registra o sistema de estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior do governo federal. O valor corresponde a aumento de 28,27% sobre o volume importado em 2017, mesmo com a alta na cotação do dólar frente ao real.
Em peso, a expansão foi ainda maior. Cresceu 40% para chegar a 6,5 milhões de quilos. Considerando a cotação do dólar médio ao longo do ano em R$ 3,65, as empresas pagaram em torno de R$ 13,5 pelo quilo do denim importado.
A participação do denim chinês dobrou de um ano para o outro. Em 2018, a China forneceu o equivalente a US$ 18 milhões. Os cerca de US$ 5,9 milhões restantes estão bem pulverizados. O segundo maior país fornecedor de denim para o Brasil é o Equador que enviou US$ 2,5 milhões , queda de praticamente 22% sobre 2017.
O pico das importações de denim em 2018 foi julho. De lá para cá, as compras foram diminuindo. Em dezembro, somaram apenas US$ 340,62 mil, praticamente tudo vendido pela China (US$ 325 mil).
EXPORTAÇÃO FICA ESTÁVEL
Tanto em valor quanto em peso as exportações brasileiras de denim ficaram estáveis. Somaram US$ 40,98 milhões de janeiro a dezembro de 2018, pequeno recuo de 0,68% sobre 2017. Com o volume físico aconteceu o contrário, apresentando pequena variação positiva de 0,98% para alcançar 6,83 milhões de quilos. Assim o denim brasileiro em 2018 foi vendido a US$ 5,98, algo como R$ 21,85 por quilo.
A Argentina permanece como principal destino do denim brasileiro. Do total dos embarques em 2018, o país vizinho recebeu o equivalente a US$ 12,14 milhões. Mas, a Colômbia que sequer aparecia entre os cinco maiores em 2017 assumiu o segundo lugar em 2018, com compras avaliadas em US$ 4,62 milhões (contra US$ 1,82 milhão no ano anterior). O aumento das vendas para o mercado colombiano reflete a entrada em vigor do acordo comercial entre os dois países que zera a alíquota de importação para algumas categorias de produtos, entre as quais, têxteis.