Ranking da SBVC que tem por base o desempenho de 2017 mostra Renner liderando e a Aramis estreando no grupo
Das 300 maiores empresas do varejo brasileiro, 30 são lojas de roupas, que juntas tiveram faturamento bruto em 2017 de R$ 47,9 bilhões, aumento de 5,2% sobre os R$ 45,5 bilhões de 2016. A Lojas Renner continua sendo a maior varejista de roupas do país, aponta a quarta edição do ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro, cujos resultados foram divulgados este mês. A novidade do ranking deste ano é a estreia da Aramis no segmento, ultrapassando a veterana… M.Officer.
As lojas de roupas estão reunidas no setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos do ranking lançado pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), com apoio técnico da BTR-Educação e Consultoria, da Varese Retail, do Centro de Estudo e Pesquisa do Varejo (CEPEV – USP) e da Kafer Content Studio. Na nova edição o setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos reúne 52 empresas, perdendo apenas para supermercados em número de representantes.
Somado, o faturamento bruto dessas empresas atingiu R$ 67,9 bilhões, o equivalente a 11,27% das vendas dos 300 maiores varejistas do país que totalizaram R$ 602,5 bilhões em 2017.Nenhuma delas pertence ao grupo das dez grandes empresas de varejo do Brasil. “A listagem de empresas do segmento no ranking 300 é formada, predominantemente, por redes regionais de capital fechado e controle nacional. Quase 60% das empresas listadas operam mais de uma bandeira, buscando explorar diferentes posicionamentos de mercado e perfis de público, e o controle nacional e a presença de operações de e-commerce são frequentes”, analisa o relatório da edição.
Ao todo, as 30 maiores varejistas de roupas operam 7.754 lojas. Nesse ranking, os sete primeiros lugares se mantiveram inalterados em relação à edição anterior: Lojas Renner, ainda que o faturamento inclua as vendas da Camicado; Riachuelo; C&A; Pernambucanas; Marisa; Leader (incluindo a Sellers); e a Cia Hering. A partir do 8º lugar predominou, entretanto, a mudança de posições. O estudo inclui empresas de capital aberto, com ações negociadas em bolsa, e de capital fechado, para as quais a equipe faz estimativas.
A empresa que mais caiu relativamente foi o grupo GEP, dono das marcas Luigi Bertolli, Cori, Emme e que representa a americana Gap no Brasil. Saiu da 18ª posição em 2016, com faturamento bruto de R$ 596 milhões para o 27º posto com R$ 320 milhões e 38 lojas a menos que no ano anterior.
No sentido inverso, mesmo em recuperação extrajudicial, a Camisaria Colombo avançou sete posições, passando para 20º lugar, tendo aumentado faturamento para R$ 500 milhões e com 80 lojas a mais do que tinha em 2016.
PRINCIPAIS RECORTES
De acordo com o ranking da SBVC, a varejista de roupas que teve maior crescimento de vendas em 2017 foi a Reserva. Aumentou o faturamento em 20,9% para R$ 338 milhões.
A que mais abriu lojas foi a Colombo com 80 inaugurações. A companhia que mais fechou lojas de um ano para o outro foi o Grupo Via Veneto (dono das redes Via Veneto, Brooksfield, Brooksfield Donna e Harry’s). Encerrou 150 operações, restando com 50 pontos de venda e mesmo assim o faturamento aumentou para R$ 1,04 bilhão, de acordo com o ranking da SBVC.
Operando também com braço industrial que inclui a malharia Menegotti, o grupo AMC (de Colcci, Forum, Tufi Duek, Coca Cola, Triton, Sommer e Carmelitas) é o maior empregador no ranking de varejistas de roupas com 26 mil funcionários. O menor quadro de pessoal é o da Aramis com 700 funcionários.