Entidade é responsável pelo índice que mede a intenção de lançamento de produtos no Brasil por meio de pedidos de códigos barras.

Lojas fechadas por três meses afetaram a intenção de lançamento de produtos no Brasil. Mas 2020 foi melhor que o esperado, afirma Carolina Fernandes, economista da área de pesquisa e desenvolvimento da GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação). O índice GS1 de Atividade Industrial fechou o ano com
queda de 9,4% em relação a 2019.Observados isoladamente os índices para têxteis e vestuário parecem ainda melhores diante de um cenário de desaceleração forçada pela pandemia de covid-19. Segundo a entidade, a intenção das empresas de vestuário de lançar produtos em 2020 caiu apenas 1% sobre 2019, o que indicaria estabilidade. O índice de têxteis registrou redução de 3,4%.
Análise mais ampla mostra, porém, que essa contração menor que a média nacional não é tão boa porque agravou uma situação que já estava sendo bem difícil, explica Carolina. “2019 foi muito sacrificado para o setor têxtil”, ressalta a economista. Sobre 2018, o têxtil teve queda de 22%, enquanto roupas, que inclui confecções e varejo, registrou alta de 1,7%.
REAÇÃO NO SEGUNDO SEMESTRE
Pela própria dinâmica do impacto da pandemia o primeiro semestre influenciou a variação negativa. Porque, segundo a GS1, todos os setores aumentaram a intenção de lançar produtos ao longo do segundo semestre na comparação com o mesmo período de 2019.
No terceiro trimestre, a intenção de lançamentos no setor têxtil cresceu 10,7% e acelerou no último trimestre com aumento de 85,7%.
O crescimento em Vestuário entre julho e setembro foi de 17,9% e de 23,7% entre outubro e dezembro.
No acumulado do ano, o único setor a mostrar expansão entre os cinco monitorados pela GSI1 foi o de Bebidas, com variação 0,7% acima de 2019. Os outros dois setores encolheram: Alimentos (-12,1%); e Produtos Diversos, categoria que reúne artigos de joalheria, brinquedos, instrumentos musicais e outros (-14,2%).