Em mais um mês seguido, são os produtos infantis que pressionaram em junho o indicador do IBGE que mede a inflação do país.
Se o primeiro trimestre de 2017 foi marcado pela contenção de reajustes nos preços de roupas, calçados, tecidos e acessórios, o segundo somou alta no varejo de moda, mas com intensidade menor que a encontrada na mesma época do ano passado. Pelo segundo mês consecutivo, foram as roupas infantis que mais encareceram em junho, em relação a maio, embora os demais itens da cesta de moda também tenham contribuído para a inflação de 0,21%, conforme os dados da pesquisa mensal do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
O setor mostrou comportamento inverso ao da inflação brasileira que registrou queda de 0,23%, o menor índice desde agosto de 1998, destacam os técnicos do IBGE. Com esse resultado, o país encerrou o primeiro semestre com alta de preços de 1,18%, que corresponde a aumento bem inferior aos 4,42% assinalados no primeiro semestre de 2016.
No semestre que tem duas datas importantes para o varejo de moda – Dia das Mães e Dia dos Namorados – foram as roupas para crianças que tiveram os maiores reajustes, tanto em maio quanto em junho. Subiram 0,51% em junho sobre o expressivo aumento de 1,33% de maio. As roupas masculinas aumentaram 0,39% e as femininas, 0,21%. Tecidos ficaram 0,36% mais caras que em maio e o reajuste dos sapatos foi o menor, com crescimento de 0,05%. Apenas jóias e bijuterias reduziram os preços em 0,28% na comparação com o mês anterior.
INFLAÇÃO NAS CAPITAIS
O aumento de preços de roupas, tecidos, calçados e acessórios em junho poderia ter sido ainda maior dado que em oito das 13 capitais comprar itens de moda ficou bem mais caro, convivendo com taxas que ultrapassaram 1%. Foi o caso de Porto Alegre (RS), a cidade mais cara, que somou reajuste de 1,46%; seguida por Recife (PE), com aumento de 1,22%; e Vitória (ES), cujos preços avançaram em média 1,01%.
A inflação de moda só não foi maior porque São Paulo conteve os preços, registrando queda de 0,47% em junho sobre maio, enquanto Curitiba (PR) conteve os preços, resultando em recuo de 0,53% sobre o mês anterior, mostra a pesquisa do IBGE.