Caged mostra que a oferta de vagas com carteira assinada diminuiu tanto na indústria quanto no comércio de roupas e têxteis.
Maio foi ruim para o emprego no setor de roupas e têxteis. Tanto a indústria quanto o comércio, varejista ou de atacado, mais demitiram que contrataram funcionários. Os fabricantes de artigos têxteis e as confecções de roupas foram os que mais cortaram vagas. Foram eliminados 1.341 empregos formais na área, o maior corte do ano, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Ainda assim no acumulado de janeiro a maio, a indústria permanece com saldo positivo em função das fortes contratações de janeiro e fevereiro. O principal volume de demissões foi registrado pela indústria de Santa Catarina que fechou 527 vagas formais. São Paulo vem em seguida (-351) e depois o Rio de Janeiro (-335).
Mas teve estados nos quais a indústria do setor abriu oferta de empregos em maio, contudo, em volume menor de contratações. Sergipe lidera com 90 novos empregos. Depois aparecem Paraná (83) e Goiás (82), revelam os dados do Caged.
COMÉRCIO NÃO REAGE
Pelo quinto mês seguido, o varejo de roupas eliminou empregos com carteira assinada. Reduziu em 992 a quantidade de vagas em maio. Com isso, as demissões já somam quase 48 mil cortes em 2019, acima dos 42 mil em igual período do ano passado. Os três estados nos quais as lojas mais demitiram em maio foram: Rio de Janeiro (-430), Minas Gerais (-206) e Goiás (-141).
Embora com contratações contidas, Pernambuco e Bahia são destaque de varejo com expansão de emprego. O comércio de Pernambuco ofereceu cem novas vagas de trabalho formal e a Bahia, mais 95.
O atacado de roupas e itens têxteis voltou a demitir, como em janeiro. Fechou 11 postos de trabalho em maio, depois de três meses consecutivos de alta no emprego. De modo que mantém saldo positivo de 211 vagas no consolidado de janeiro a maio. Os atacadistas do Rio de Janeiro cortaram 52 vagas e os de São Paulo eliminaram 47 empregos. Já Santa Catarina preencheu 39 novos postos de trabalho e o Ceará contratou mais 24 trabalhadores.
NÍVEL DO EMPREGO NO BRASIL
Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o Brasil registrou a abertura de 32.140 vagas de trabalho com carteira assinada em maio. O saldo positivo do mês foi resultado de 1.347.304 admissões e 1.315.164 desligamentos. As contratações foram impulsionadas pelo setor de agropecuária e construção civil.