Queda da atividade no primeiro trimestre do ano refletiu no Caged entre fabricantes de itens têxteis e confecções de roupas, enquanto o comércio encerra o mês contratando
Desde fevereiro a indústria têxtil e de confecção de vestuário tem reduzido o ritmo de contratações de empregados com carteira assinada. Em abril, as empresas do setor cortaram vagas em reação à queda da produção industrial. Foram fechados 491 postos de trabalho, de acordo com o levantamento mensal feito pelo ministério do Trabalho com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Santa Catarina manteve o movimento forte de contratação até março. Em abril, demitiu 307 funcionários do setor, com saldo menor que o Paraná que fechou 545 vagas em relação ao mês anterior, mas acima de Goiás que cortou 237 empregos.
Em abril, os fabricantes de itens têxteis e confecções de roupas do país de 14 estados reduziram a folha de pagamento, com cortes mais profundos que as contratações, mostram os dados do Caged. Com a maior indústria do Brasil, São Paulo tendeu à estabilidade com ligeiro declínio de sete vagas a menos do que tinha em março. Outros 15 estados registraram saldo positivo no nível de emprego, contudo, não em bases suficientes para reverter a redução do quadro geral. A indústria têxtil e de confecção do Rio de Janeiro abriu 392 novas vagas em abril; a de Minas Gerais gerou 129 novos empregos; e a do Mato Grosso ficou com 128 postos de trabalho a mais do que mantinha em março.
COMÉRCIO REAGE
O varejo têxtil e de roupas teve um abril melhor para o emprego ao contrário do que ocorreu em abril de 2017. Foram abertas 878 vagas, saldo positivo que não ocorria desde 2013, conforme informa a série histórica do Caged. São Paulo liderou as contratações com a abertura de 540 vagas no mês. Paraná abriu mais 230 postos e o Rio Grande do Sul aumentou em 229. Em 11 estados a oferta de emprego no varejo caiu. Do total, as lojas da Bahia foram as que mais demitiram, fechando 121 vagas. Minas Gerais reduziu 119 postos do que tinha no mês anterior e o Ceará cortou 108.
De acordo com o Caged, em fevereiro o país como um todo criou 115.898 vagas com carteira assinada. O setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com a criação de 64.237 postos. A indústria aparece em segundo lugar com saldo positivo de 24.108 novas vagas.