Segmento de vestuário, tecidos e acessórios conviveu com freio geral das compras no varejo, de modo que faturou menos.
Diante da escalada de preços e dos dias quentes que não animaram a troca de guarda-roupa para itens de frio, o comércio varejista conviveu em abril com o freio geral das compras imposto pelo consumidor, repetindo o comportamento exibido em igual mês do ano passado. Dessa forma, o segmento de vestuário, tecidos e acessórios foi para o terceiro mês de volume de vendas e receita em queda. Vendeu menos 3,8% em quantidade e faturou menos 4,4%, em relação a março, aponta a pesquisa mensal realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para acompanhar os indicadores do comércio varejista do país.
Sobre o varejo como um todo, o comportamento de compras foi menos atribulado. O setor registrou queda de 0,40% em termos de volume de vendas na passagem de março para abril. Mas, o resultado da receita reverte o quadro negativo do mês anterior ao registrar aumento de 0,30% em abril, em relação ao mês anterior, mostra o estudo.
Na comparação com abril de 2014, os indicadores continuam desfavoráveis para o segmento de moda. A pesquisa assinala retração de 7,5% em volume de vendas, uma das mais altas entre os segmentos monitorados, e de recuo de 4% na receita bruta. Em relação aos 12 estados destacados pela pesquisa do IBGE, a situação é a mesma na comparação com igual mês do ano passado. Apenas o Ceará manteve a variação positiva, comemorando aumento de 4,7% em volume de vendas de roupas, tecidos e acessórios, e de 8% em receita.
Os outros 11 estados amargaram volume de vendas em queda, com quatro deles exibindo taxas de dois dígitos. Foi o caso de Pernambuco, com recuo de 12%; Paraná, caindo 11,1%; Rio Grande do Sul, com menos 10,4%; e Goiás, recuando 10,3%. Em termos de receita nominal, o comércio varejista de roupas, tecidos e acessórios desses quatro estados também foi o que mais caiu. As lojas do segmento em Pernambuco viram a receita despencar 8,30%. Em Goiás, a receita do segmento baixou 7,5% na comparação com abril de 2014; no Rio Grande do Sul, retraiu 6,9%; e no Paraná, encolheu 6,6%.