Em queda desde julho do ano passado, o saldo negativo da balança comercial do setor têxtil brasileiro aumentou em maio porque cresceram as importações e caíram as exportações.
Com saldo negativo em queda desde julho do ano passado, a balança comercial brasileira no setor têxtil registrou aumento de déficit em maio. Foi para US$ 197,90 milhões, pressionado pelo aumento de quase 20% nas importações e combinado à queda de exportações. O volume importado cresceu 19,25% para US$ 323,86 milhões, em relação a abril, mês em que as compras externas caíram 27,62%. Ainda assim, as importações de maio foram 18,41% menores que as registradas em igual mês do ano passado.
Ao mesmo tempo, as exportações perderam força em maio, caindo 13,38% ante o mês anterior, para US$ 125,96 milhões, voltando ao patamar de maio de 2015, quando o país embarcou US$ 128,58 milhões, mostram os dados compilados pelo sistema de análise das transações internacionais do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em 2016, as vendas externas se mantiveram em alta em janeiro e fevereiro, e começaram a cair em março (-3,58%), em abril (-27,92%) e novamente em maio.
Importações de vestuário perderam influência sobre o déficit do setor. Em abril, o saldo entre o volume de roupas importadas e o de exportadas alcançou US$ 87,70 milhões, que corresponderam a praticamente 70% do déficit nacional. Naquele mês, o país importou US$ 99,24 milhões e exportou US$ 11,53 milhões. Em maio, a participação de vestuário no saldo caiu para 40%, com saldo negativo de US$ 78,06 milhões. O Brasil comprou de fora US$ 88,74 milhões em roupas (-10,58% sobre abril) e vendeu ao exterior US$ 10,67 milhões (-7,44% sobre abril).
Em toneladas, as importações de vestuário desabaram 60% em abril sobre igual mês do ano passado, registrando a maior queda desde janeiro de 2000, ressaltou comunicado ao mercaod da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção), divulgado no início de junho. Naquele mês, o país importou 5,21 mil toneladas, sendo que “os produtos chineses foram responsáveis por 50% do total”, destaca a Abit. Em maio, as importações somaram 5,60 mil toneladas (aumento de 7,39% sobre o mês anterior) e as exportações totalizaram 10,67 mil toneladas (queda de 7,44% sobre o mês anterior), indica o sistema de análise de comércio exterior do Mdic.