Depois de quatro meses de saldo positivo, ministério do Trabalho registra corte de vagas na indústria têxtil e de vestuário.
Caiu em maio a quantidade de postos de trabalho com carteira assinada nas indústrias têxtil e de vestuário do Brasil, depois de quatro meses com saldo positivo, aponta os dados do Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados), divulgados no início da semana pelo ministério do Trabalho. Por esse levantamento, foram encerrados 528 postos em todo o país nos dois segmentos. Comportamento oposto ao registrado em maio de 2013, quando a indústria abriu 1,82 mil vagas.
Ainda assim, as duas atividades somadas sustentaram em maio 1.009,9 milhão postos de trabalho com carteira assinada, o que representa incremento de contratação de 16,2 mil vagas nos quatro primeiros meses do ano, de acordo com os dados do Caged. Segundo o ministério, a indústria de transformação, com recuo de 0,34%, foi o setor que mais contribuiu para o desempenho modesto do nível de emprego em maio.
O mesmo levantamento aponta que também o comércio de vestuário e acessórios continuou a enxugar o quadro em maio, ainda que em ritmo mais lento que o verificado entre fevereiro e março. Os varejistas cortaram 814 vagas e os atacadistas, cinco.
Avaliando todas as atividades econômicas, o Caged aponta para a geração de 58.836 empregos formais no mês, crescimento de 0,14% em relação ao estoque de abril. Ajudaram nessa expansão as contratações nas áreas de agricultura, serviços (com alta atribuída aos negócios gerados em torno da Copa do Mundo) e construção civil.