O comércio do país caiu e moda foi uma das atividades que mais contribuiu para o recuo em mês no qual apenas os supermercados cresceram
Depois da forte alta experimentada em abril, o varejo brasileiro tombou em maio, e moda foi uma das atividades que mais contribuiu para esse recuo. O volume de vendas do comércio em geral caiu 0,6% e a receita nominal diminuiu 0,35%. O movimento das lojas de vestuário, tecidos e calçados foi bastante afetado no período, com queda de 3,2% em volume e de 3,1% em receita em relação a abril. Mediante os dados revisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o desempenho de abril em moda se inverteu, caindo 0,7% em volume e com receita 0,2% menor.
Combinadas, a falta de frio na região sudeste e a paralisação dos caminhoneiros comprometeram os resultados do varejo de moda e a expectativa não é melhor para junho, cujos primeiros dias ainda foram afetados pelo desabastecimento, depois pelo início da Copa do Mundo e por mais dias de temperaturas em alta. Geralmente de forte influência sobre os resultados do semestre, por causa do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, o segundo trimestre deste ano deve acumular vendas em queda.
De modo geral, em maio, as vendas do comércio brasileiro como um todo enfraqueceram com seis das oito atividades monitoradas em queda. Apenas o setor de supermercados mostrou alta de 0,6% em volume e de 1,1% em receita no mês. O varejo de artigos de uso pessoal e doméstico ficou estável em volume, mas teve alta de 1,2% em receita.
COMPARAÇÃO COM MAIO DE 2017
As perdas sobre o ano anterior também se agravaram para as lojas de roupas, tecidos e calçados. Segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE na manhã desta quinta-feira, 12 de julho, as vendas do setor recuaram 3,2% em volume e caíram 3,1% em receita nominal nessa comparação. De modo geral, o comércio nacional cresceu 2,7% em volume e 4,1% em receita. Nos 12 estados que formam o grupo de destaque da pesquisa, somente Pernambuco, Bahia e Distrito Federal registraram variação negativa em maio 2018 sobre igual mês do ano passado, no comércio como um todo.
Entretanto, a pesquisa aponta para predomínio de resultados negativos no comércio de moda em praticamente todos os estados do grupo. Em volume de vendas, apenas as lojas do Rio Grande do Sul e de Goiás cresceram e com fortes taxas de expansão, de 12,6% e 14,5%, respectivamente. Quanto à receita, a variação ficou positiva em Ceará (1%), Santa Catarina (0,1%), Rio Grande do Sul (13,7%) e Goiás (16,2%). Nos demais, a queda foi generalizada.
Os três estados que mais caíram no varejo de moda foram: Distrito Federal (-16,3% em volume e -11,4% em receita); Paraná (-11,3% em volume e -10,4% em receita); e Pernambuco (-8,3% em volume e -5,1% em receita).