Confira também a balança comercial do primeiro semestre para têxtil e vestuário.

No acumulado do ano, a exportação de denim brasileiro cresce 42% no 1º semestre em relação aos primeiros seis meses de 2021. As vendas externas de denim atingiram
US$41 milhões ante US$29 milhões do mesmo período do ano passado, como revela o levantamento mensal realizado pelo GBLjeans com base no sistema de controle de comércio exterior do governo federal.A Colômbia ultrapassou a Argentina como maior comprador do denim brasileiro no acumulado do primeiro semestre. O mercado colombiano absorveu US$10,5 milhões em denim produzido no Brasil. Com isso, a Argentina aparece em seguida com compras de US$9,4 milhões e o Peru como terceiro maior comprador adquiriu no período US$5,3 milhões.
Se a exportação cresce 42% no semestre, o mesmo não acontece com a importação de denim que continua bem abaixo da média até 2019. De janeiro a junho de 2022, o Brasil importou US$225 mil em denim, 30% a menos que no 1º semestre de 2021 que já foi bem fraco.
EXPORTAÇÃO DÁ NOVO SALTO EM JUNHO
No mês, as vendas externas de denim registraram novo salto em junho, atingindo US$8,7 milhões. É o segundo maior valor movimentado pela indústria depois de março quando os embarques do tecido movimentaram o equivalente a quase US$10 milhões.
Colômbia foi o principal destino do denim brasileiro também em junho, com compras avaliadas em US$3,1 milhões, três vezes mais que em maio. O Peru surpreendeu com aquisição de US$1,3 milhão, ultrapassando Argentina (US$1,17 milhão) e Equador (US$1,10 milhão).
A importação de denim foi de US$120 mil em junho, o triplo do volume internado em maio. Mas 0,95% abaixo do importado em junho de 2021.
BALANÇA COMERCIAL DO SETOR
No primeiro semestre de 2022, a importação têxtil em geral brasileira acumula alta de 11,5% em relação ao mesmo semestre de 2021. Registrou compras de US$2,7 bilhões em seis meses, voltando ao patamar de 2019, antes da pandemia de covid-19.
Da China vieram US$1,6 bilhão, contra US$1,3 bilhão de janeiro a junho de 2021.
A importação de vestuário acumulou compras de US$822 milhões de janeiro a junho, alta de 44% sobre igual período de 2021 e em linha com o volume movimentado no primeiro semestre de 2019.
Já a exportação têxtil como um todo, incluindo vestuário e algodão, ficou estável na comparação com o primeiro semestre de 2021, com ligeira variação positiva de 0,14%.
O desempenho foi afetado pelas vendas de algodão que caíram 7% no primeiro semestre para US$1,7 bilhão.
O vestuário registrou embarques de US$89,8 milhões no primeiro semestre de 2022, crescimento de 40% quando comparado ao mesmo semestre de 2021.
DESEMPENHO DE JUNHO
Em relação a maio, a exportação têxtil em geral caiu 9% em junho para US$272 milhões. Foi puxada para baixo pela venda de algodão que recuou 16,5% de um mês para o outro, anotando US$158 milhões. Também a exportação de roupas diminuiu 14% em junho sobre maio para US$14,5 milhões.
A importação têxtil em geral subiu 1,66% na comparação com maio e registrou US$442 milhões em compras. Já a importação apenas de vestuário registra recuo em junho de 6,5% para US$108 milhões.
No semestre, em vestuário, foram três meses consecutivos de alta e três em queda.
NAVEGUE PELO GRÁFICOS
Acompanhe o volume negociado em detalhes, no mês e no acumulado do ano em denim, têxtil, algodão e vestuário. Clique nas setas dos gráficos abaixo e passe o mouse por cima das barras para ver detalhes.