Ao contrário do que ocorreu nos setores têxtil e de confecção, o mercado de jeans vendeu mais ao exterior do que trouxe mercadoria importada
Embora as importações de denim tenham perdido a força em março, o acumulado do primeiro trimestre de 2018 indica que as compras de tecidos vindos de fora representam 45% de tudo o que o Brasil recebeu ao longo de todo o ano passado. Ao importar US$ 2,43 milhões em março, o total dos três primeiros meses do ano subiu para U$ 8,32 milhões. A arrefecida que deu o mercado interno pode explicar parte desse movimento da balança comercial de jeans, uma vez que aumentou a exportação de denim brasileiro.
Em março, as exportações somaram US$ 5,02 milhões, representando metade do que o Brasil vendeu em janeiro e fevereiro somados. O valor exportado atingiu US$ 10,4 milhões no primeiro trimestre de 2018, mostram os dados do sistema de acompanhamento do comércio exterior do governo federal. Com isso o saldo comercial do setor que ficou negativo nos dois primeiros meses de 2018, voltou a apresentar superávit, acumulando US$ 2,58 milhões no mês.
PAÍSES DE DESTINO E ORIGEM
A China continua sendo o principal fornecedor do denim importado pelo Brasil, respondendo por US$ 1,93 milhão das compras de março. O restante está dividido entre Índia, Turquia e Itália, pela ordem. Da mesma forma, a Argentina permanece como o principal destino do denim brasileiro, tendo consumido o equivalente a US$ 2,31 milhões do total embarcado em março. O restante das vendas está pulverizado entre 17 países. Os outros dois mais importantes no mês foram Colômbia, que comprou US$ 434 mil, e o Equador, cujo consumo correspondeu a US$ 379 mil.