Março foi o pior mês do trimestre, período afetado pelas oscilações cambiais, cautela do mercado e produção em queda em fevereiro
As importações de denim que começaram a crescer a partir de janeiro, desidrataram em março. Caíram 35% sobre fevereiro, que já havia sido um mês fraco para o comércio exterior no setor. O Brasil comprou em março US$ 1,03 milhão em denim feito no exterior. A China é o maior fornecedor a abastecer o mercado local e vendeu US$ 863,81 mil. Bem de longe aparece o Equador de onde foram importados US$ 110,22 mil, apontam os dados levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle do comércio exterior do governo federal.
A comparação com março de 2018 mostram negócios ainda mais enfraquecidos. Naquele mês, o Brasil importou US$ 2,43 milhões em denim, dos quais US$ 1,93 milhão vindos da China.
EXPORTAÇÃO DE DENIM AUMENTA EM MARÇO
As vendas do denim brasileiro para o mercado internacional avançaram 15,24% em março sobre o mês anterior. Atingiram US$ 3,31 milhões. Mas a comparação com março de 2018, quando o Brasil vendeu US$ 5,02 milhões, revela uma queda abrupta do comércio exterior na área. No mês passado, para a Argentina (o principal destino do denim nacional) foram exportados US$ 839,22 mil, quase três vezes a menos do que foi comercializado em março de 2018 (US$ 2,31 milhões).
Dois países tiveram desempenho diferente. As vendas para a Colômbia e o México cresceram em março passado, quando comparados a igual mês de 2018. Os negócios com os colombianos subiram de US$ 435,38 milhões em março de 2018 para US$ 833,16 milhões em março de 2019. As compras mexicanas que foram minguadas em março do ano passado (US$ 76 mil) ganharam musculatura e subiram para US$ 416,85 milhões em março de 2019.
RETRAÇÃO NO PRIMEIRO TRIMESTRE
O desempenho consolidado do primeiro trimestre assinala forte diminuição no ritmo da balança comercial de denim, afetada pelas oscilações cambiais, marcada por frequente altas do dólar; cautela do mercado em relação ao início do novo governo; e produção em queda nas confecções de roupas em fevereiro. De janeiro a março, o Brasil importou 56% a menos. Comprou US$ 3,68 milhões contra US$ 8,32 milhões internados em igual período do ano passado. Basicamente pelo contundente recuo das vendas da China, que despencaram de US$ 6,81 milhões para US$ 2,58 milhões de janeiro a março de 2019.
Na exportação a taxa de redução foi menor na comparação entre trimestres. Reduziu 27% para US$ 7,63 milhões, de janeiro a março deste ano, contra US$ 10,40 milhões no mesmo período de 2018. Neste caso, o resultado foi influenciado pelo corte imposto pela Argentina. Se nos três primeiros meses de 2018, a Argentina comprara US$ 5,28 milhões, no primeiro trimestre de 2019 as compras caíram para US$ 1,82 milhão.
O México reforçou posição e respondeu por US$ 1,03 milhão do que o Brasil vendeu em denim ao exterior nos três primeiros meses do ano, ante US$ 87 mil em 2018.