As compras no setor vêm encolhendo desde meados do ano passado por causa do dólar alto, assim como a pandemia afetou a exportação.

Em novembro, a importação de denim muda de marcha, com aumento das compras que, ainda assim, continuam muito baixas. O dólar alto vem inibindo as compras brasileiras de denim desde julho do ano passado. E, ao contrário das previsões feitas na metade do ano, a pandemia
de covid-19 não alterou esse quadro. A China não desovou estoques porque voltou a produzir antes. Tampouco a demanda interna por insumos acelerou foi substituída por importados.O Brasil importou US$779 mil em novembro, aumento expressivo diante das compras residuais de outubro. Crescimento de 27% sobre novembro de 2019. Mas corresponde à metade da importação de denim registrada, por exemplo, em novembro de 2018.
Da China não veio nada. O fornecimento em novembro ficou concentrado no Equador, onde a Vicunha tem fábrica.
A exportação de denim que recuou em outubro, voltou a subir em novembro. Com pequena alta de 7,33%, o país embarcou US$1,85 milhão em denim. Comparado a outubro de 2019, porém, o volume caiu novamente pela metade como já acontece desde setembro. No ano passado, o país embarcou US$3,88 milhões em novembro.
A queda foi puxada pela Argentina. Para lá, foram enviados US$655 mil de denim brasileiro, ante US$2,47 milhões embarcados em novembro de 2019, mostra o levantamento realizado pelo GBLjeans no sistema de comércio exterior do governo federal.
Em novembro, os outros dois principais destinos foram Colômbia (US$226 mil) e Países Baixos (US$203 mil).
ACUMULADO DO ANO
A importação de denim muda a marcha em novembro sem muito impacto no acumulado do ano. Em 11 meses, o país registra US$3,80 milhões com denim importado. Esse valor é 59% menor do que o Brasil trouxe de fora entre janeiro e novembro de 2019.
Do total, a China forneceu US$2,28 milhões; o Equador, US$997 mil; e Hong Kong, 263 mil. Esses são os três maiores fornecedores no período.
Da mesma forma, houve redução na exportação de denim em 11 meses. Caiu pela metade sobre 2019, acumulando embarques de US$17,48 milhões em 2020. Os três principais destinos do denim nacional até novembro foram: Argentina (US$4,29 milhões); Colômbia (US$2,54 milhões) e Uruguai (US$1,95 milhão).
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
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