Setembro registra o maior valor de compras de 2020 até aqui, ainda que o acumulado do ano mantenha variação negativa sobre 2019.

A importação de denim sobe lentamente para em setembro registrar o maior valor de compras desde janeiro. O Brasil importou
US$745,65 mil no mês, que correspondem a alta de 51% sobre agosto e de 37% sobre setembro de 2019. A China forneceu US$735 mil. Mais da metade (US$460 mil) endereçada ao Espírito Santo. Outros US$165 mil do denim chinês foram para o Ceará. O restante está pulverizado entre outros estados.A exportação de denim em setembro ficou estável em relação a agosto, com pequena variação positiva de 1,25%. Atingiu US$2,03 milhões. Comparado a setembro de 2019, porém, o volume caiu pela metade. Os dados constam do levantamento mensal realizado pelo GBLjeans, no sistema de controle de comércio exterior do governo federal.
A Argentina mantém o posto de principal destino do denim nacional. Comprou em setembro US$737 mil. Como em agosto, o volume continua a representar queda em torno de 60% dos embarques feitos para o país vizinho.
O Uruguai é o segundo principal destino, sustentando US$361 mil, o dobro do adquirido em setembro do ano passado. Em seguida vem a Colômbia com US$275 mil, recuo de quase 70% em relação a igual mês do ano passado.
ACUMULADO DO ANO
O levantamento do GBLjeans mostra que o acumulado do ano assinala declínio na balança comercial, quando comparada a 2019. Se, em setembro, a importação de denim sobe lentamente, o acumulado de nove meses registra redução de praticamente 65% sobre igual período do ano passado. Até setembro de 2020, o Brasil importou US$2,96 milhões, com a China fornecendo US$2,23 milhões.
De janeiro a setembro, a exportação de denim somou US$14 milhões, metade do volume embarcado em igual período de 2019. Em nove meses, a Argentina comprou US$3,14 milhões; a Colômbia, US$2,12 milhões; e o Peru, US$1,66 milhão.
Nos gráficos abaixo, confira a evolução da balança comercial de denim já considerando os ajustes realizados pelo sistema federal, que reviu para baixo os valores de exportação de janeiro de 2020.