É o menor valor para o mês de maio nos últimos 20 anos, mostra a série histórica do sistema de dados da Secretaria de Comércio Exterior.
A importação de tecido denim pelo Brasil desabou para US$ 587,34 mil em maio. É o menor valor para o mês de maio dos últimos 20 anos, mostra a série histórica do sistema de dados da Secretaria de Comércio Exterior. Sobre abril, a queda foi de 54%. A comparação com maio de 2018 revela recuo de 48% em relação ao US$ 1,13 milhão movimentados então. A recuada veio da China que forneceu no mês apenas US$ 90 mil contra US$ 716,86 mil em maio do ano passado.
De acordo com o banco de dados da Secretaria de Comércio Exterior, a Holanda foi o maior fornecedor de denim em maio com a venda de US$ 137,19 mil. Hong Kong surge em segundo lugar fornecendo US$ 124,18 mil. E outros US$ 110,18 mil foram embarcados pelo Equador.
A drástica redução das compras de maio, somada à queda já observada em março, resultaram em diminuição de 53% na importação acumulada de janeiro a maio sobre igual período de 2018. Nos primeiros cinco meses, o Brasil comprou o equivalente a US$ 3,67 milhões em denim chinês. Bem atrás estão o denim do Equador (US$ 859,35 mil) e da Índia (US$ 270,27 mil).
EXPORTAÇÃO CRESCE EM MAIO
Depois das quedas em abril e janeiro, a exportação brasileira de denim voltou a crescer. Mas não a ponto suficiente para compensar o forte decréscimo. Em maio, subiu 9,37% sobre o mês anterior. Alcançou US$ 2,52 milhões. No confronto com maio de 2018, o aumento foi maior. Cresceu em torno de 25%.
Mesmo com volume menor de compras, a Argentina se manteve como principal destino do denim nacional em maio. Absorveu US$ 539,76 mil. Bem menos que os US$ 880,53 mil registrados em maio de 2018. O segundo maior embarque foi para a Colômbia que comprou US$ 309 mil e depois o Uruguai, com US$ 270,76 mil. México (US$ 262,23 mil) e Peru (US$ 247,18 mil) completam os cinco maiores destinos do denim produzido no Brasil.
De janeiro a maio, o país acumulou US$ 12,64 milhões em exportação de denim. Esse volume corresponde a 22% menos que o totalizado nos cinco primeiros meses de 2018. Nesse período, os três maiores compradores foram: Argentina (US$ 3,04 milhões); Colômbia (US$ 1,17 milhão); e México (US$ 1,42 milhão).