Mesmo com a alta de compras de produtos têxteis em geral no exterior, trazer vestuário de fora recua pelo terceiro mês consecutivo.
O vaivém da cotação do dólar influenciado pelas denúncias políticas não foi suficiente para conter o avanço das importações têxteis. Em maio, o aumento foi de 7,95% para atingir US$ 410,19 milhões. Em junho, ficou praticamente estável com acréscimo de 0,20%, somando US$ 410,99 milhões. Nos dois meses, a comparação com o ano anterior mostra evolução das compras externas.
Os dados do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelam ainda que a importação de roupas não contribuiu para o desequilíbrio das contas. Ao contrário, o país diminuiu o volume de vestuário trazido de fora pelo terceiro mês consecutivo. Em maio, as compras de roupas atingiram US$ 111,78 milhões, redução de 9,79% em relação a abril. Em junho, a contenção manteve o ritmo, caindo 10%, para US$ 100,63 milhões.
EXPORTAÇÕES EM QUEDA
Também as exportações, que subiram entre março e abril, perderam a força em maio e junho. Maio somou US$ 126,34 milhões em valor de embarques de produtos têxteis brasileiros para o mercado internacional, que representou queda 4,14% sobre o mês anterior. Em junho, a redução foi ainda maior, com perda de quase 16% para chegar a US$ 106,34 milhões, o menor volume exportado para o mesmo mês desde 2013.
Pouco expressivas, as vendas de roupas para o exterior ficaram menores. Foram de US$ 12,76 milhões em maio, quase o mesmo montante de abril, com ligeira queda de 0,75%. Em junho, a redução foi de 17%, caindo para US$ 10,55 milhões.
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL
Mesmo com o comércio exterior enfraquecido, o saldo da balança permanece negativo, com déficit setorial de US$ 304,65 milhões em junho, ante US$ 283,85 milhões em maio.