Também houve queda na exportação têxtil, com a balança comercial refletindo a escalada do dólar e os sintomas do coronavírus.
Fevereiro foi um mês fraco para a balança comercial brasileira de têxtil. Sobre janeiro, caíram tanto importação quanto exportação. Fatores combinados afetaram os negócios no mês. O Carnaval foi mais cedo; o coronavírus (CoVid-19) avançou pelo mundo; e a escalada do dólar se agravou. Em função da queda de atividade, a
importação têxtil diminuiu em fevereiro 7,47% sobre janeiro, recuando para US$ 447,76 milhões. Epicentro inicial do surto, a China forneceu U$ 275,05 milhões do total, quase o mesmo valor de janeiro.
Depois da variação positiva discreta de janeiro, a exportação têxtil voltou a cair em fevereiro. Recuou quase 35% para US$ 358,33 milhões. Permanece sustentada pelas vendas de algodão, basicamente para os países asiáticos que diminuíram em 45% as encomendas. Principais compradores, a China adquiriu US$ 57,62 milhões; o Vietnã outros US$ 49,61 milhões; e a Indonésia mais US$ 40,99 milhões.
Mas, excluídos os negócios com algodão (US$ 268 milhões), o Brasil exportou US$ 90,26 milhões em outros produtos durante fevereiro. Um avanço e tanto (de quase 50%) sobre os US$ 61 milhões embarcados em janeiro.
Em relação a fevereiro de 2019, os sinais ficaram trocados na balança comercial. Enquanto a importação têxtil caiu 15%, a exportação têxtil aumentou 60%, mostram os dados levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle de comércio exterior do governo federal.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
A importação de roupas que acelerou em janeiro, com avanço de quase 30% sobre dezembro, apresentou um leve declínio de 2% na passagem para fevereiro. Caiu para US$ 150,51 milhões, dos quais US$ 96 milhões fornecidos pela China. Bangladesh foi o segundo maior fornecedor de roupas para o Brasil, aparecendo bem atrás com US$ 14 milhões.
Em relação a fevereiro de 2019, a importação de roupas ficou 18% abaixo.
Entre as mercadorias vendidas ao exterior, as roupas contribuíram com US$ 13,65 milhões em fevereiro. Em relação a janeiro, houve um salto de 63%. Na comparação com fevereiro de 2019, o aumento foi ainda maior, de 74%. A China foi o principal destino das roupas brasileiras em fevereiro , registrando US$ 2,39 milhões em compras (contra US$ 30 mil em fevereiro de 2019).
Em seguida, aparecem os Estados Unidos com US$ 2,36 milhões; o Uruguai (US$ 2,27 milhões); e o Paraguai (US$ 2,01) milhões.