O comércio exterior brasileiro do setor manteve o perfil em agosto, com compras em queda e exportação em alta, exceto roupas.

A importação têxtil continua em declínio no Brasil. Caiu 1,5% em agosto, depois de as compras mostrarem desaceleração em julho. O país importou
US$260 milhões no mês. Sobre agosto de 2019, a redução chegou aos 43%. Como de costume, a maior parte dos importados veio da China, que forneceu US$139 milhões em agosto, completando três meses em declínio. O segundo maior fornecedor do Brasil continuou sendo o Paraguai, mas com participação no mês muito menor que a chinesa. As vendas paraguaias corresponderam a US$23 milhões.Já a exportação têxtil segue em agosto para o segundo mês de alta, de acordo com o levantamento realizado pelo GBLjeans. Os dados constam da base do sistema de controle do comércio exterior do governo federal. O Brasil exportou US$220 milhões no mês, subindo 32% sobre julho e 43% na comparação com agosto de 2019.
Só que a maior parte permanece correspondendo aos embarques de algodão. No mês, o maior comprador foi a Turquia, com aquisição de US$27,76 milhões. Em seguida, a China com US$27,41 milhões e em terceiro a Indonésia, com US$26,35 milhões.
ACUMULADO DO ANO
No acumulado de agosto, a importação têxtil continua a cair. Em oito meses mostra redução de 23% sobre igual período do ano passado. O volume importado de janeiro a agosto movimentou US$2,81 bilhões, conforme o levantamento do GBLjeans. O setor sente os efeitos da combinação de cotação alta do dólar (ainda acima de R$5) e do freio imposto pela pandemia de covid-19.
Desse total, a China forneceu US$1,67 bilhão no período, algo como 17% a menos que o enviado de janeiro a agosto para o Brasil no ano passado.
A exportação têxtil permanece incentivada pelas vendas de algodão. No acumulado do ano, cresceu 26%, somando US$2,09 bilhões. Por isso, são os países importadores do algodão brasileiro que aparecem como os principais destinos. O maior deles é a China, que comprou US$412 milhões. Em segundo lugar, continua o Vietnã, com US$258 milhões em compras no período.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
A balança comercial de roupas enfraqueceu ao longo de 2020. Em agosto, apresentou variação negativa. Com US$65 milhões, a importação de roupas caiu 6,8% sobre o mês anterior. Já a exportação de roupas teve declínio de 4,4%, e atingiu US$8,2 milhões.
A comparação com agosto de 2019 também anota variação negativa em vestuário. Tanto de importação (-49%), quanto de exportação (-38%).
Em oito meses de 2020, a importação de roupas diminuiu quase 31% sobre 2019, caindo para US$788 milhões. Da China, o Brasil importou US$461milhões.
No mesmo confronto, a exportação de roupas diminuiu praticamente 30%. Registrou US$66 milhões em vendas no período. O Paraguai segue como principal parceiro comercial do Brasil em 2020 em vestuário. Adquiriu US$13 milhões em roupas nacionais.