A exportação têxtil também acumula queda em março, primeiro mês da balança comercial sob o impacto econômico da covid-19 no país.
Se fevereiro foi um mês fraco para a balança comercial têxtil, março aprofundou a queda. Tanto importação quanto exportação continuaram a recuar. Os mesmos fatores combinados afetaram os negócios, particularmente a escalada do dólar, e a crise instalada no Brasil pela covid-19. A partir de meados de março, o comércio físico entrou em quarentena, assim como os consumidores, e as indústrias do setor em diversos estados paralisaram as atividades. A desaceleração refletiu no comércio exterior.
Em março, a importação têxtil diminuiu 1,41% sobre um mês fraco, recuando para US$ 441,43 milhões. Sobre março de 2019, o recuo foi de 5,22%, mostram os dados levantados pelo GBLjeans a partir do sistema de controle de comércio exterior do governo federal.
O acumulado do primeiro trimestre de US$ 1,37 bilhão corresponde à redução de quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
Epicentro inicial do surto, e mesmo continuando a ser o principal parceiro comercial do Brasil no setor, a China recebeu menos encomendas pelo terceiro mês seguido. Em março, forneceu U$ 255,08 milhões, ainda assim representa mais da metade de tudo o que o Brasil importou no mês.
EXPORTAÇÃO DIMINUI 13%
A exportação têxtil teve uma redução profunda em fevereiro de quase 35% e continuou a diminuir em março. Recuou 12,82%, para US$ 312,39 milhões, permanecendo sustentada pelas vendas de algodão a países asiáticos.
Sobre março de 2019, porém, a exportação têxtil aumentou 23%.
Já o acumulado do primeiro trimestre assinala tremendo aumento de 65% em comparação a igual período do ano passado. A exportação têxtil saltou de US$ 737 milhões nos primeiros três meses de 2019 para US$ 1,21 bilhão de janeiro a março de 2020.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
Diferentemente da importação têxtil em geral, o Brasil voltou a aumentar as compras de roupas. As encomendas subiram 7,5%, alcançando US$ 161,86 milhões. Da China vieram US$ 105,78 milhões, alta em relação a fevereiro.
O confronto com março de 2019 mostra, contudo, redução na participação de roupas importadas. Caiu 10,3% sobre os US$ 180,47 milhões de março do ano passado.
Também o acumulado do primeiro trimestre anota redução das atividades de 12%. A importação de roupas encolheu para US$ 466,11 milhões.
Entre as mercadorias vendidas ao exterior, as roupas contribuíram com US$ 11,85 milhões em março, queda de 13% sobre fevereiro.
O Paraguai foi o principal comprador das roupas brasileiras com volume equivalente a US$ 3,12 milhões. Em seguida, aparecem os Estados Unidos com US$ 1,91 milhão; e o Uruguai com US$ 1,74 milhão.
O confronto com março de 2019 mostra redução de 6,4% no valor das operações. No primeiro trimestre, porém, a exportação de roupas somou US$ 33,83 milhões, 15% acima de igual trimestre de 2019.