Seis meses depois da pandemia, Brasil aumenta em 30% as compras externas, da mesma forma que a exportação têxtil cresce 40%.

Pela primeira vez desde janeiro, a importação têxtil dá um salto no Brasil. Em setembro, aumentou 30% sobre agosto, depois de oito meses em retração. E atingiu
US$301,74 milhões, conforme levantamento realizado pelo GBLjeans. Os dados que constam da base do sistema de controle do comércio exterior do governo federal mostram, porém, que a comparação com setembro de 2019 continua em declínio. A queda foi de 25%.A maior parte do volume importado pelo país veio da China, que forneceu US$190 milhões em setembro, bem menos que os US$252 milhões de setembro do ano passado. O segundo maior fornecedor do Brasil continua sendo o Paraguai, com US$20 milhões, aumento de 50% sobre setembro de 2019.
Já a exportação têxtil completa três meses em alta. Em setembro, o Brasil exportou US$301 milhões, expansão de 37%. Sobre igual mês do ano passado, contudo, o valor corresponde à redução de 11%. Os embarques de algodão representam praticamente 75% do total.
ACUMULADO DO ANO
A despeito do aquecimento no comércio exterior em setembro, a balança permanece em queda quando comparada ao desempenho de 2019. Ainda que a importação têxtil dá um salto no mês, o acumulado do ano mostra declínio de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume em três trimestres somou US$3,15 bilhões.
Desse total, a China forneceu US$1,86 bilhão no período, bem menos que os US$2,26 bilhões enviados ao Brasil de janeiro a setembro do ano passado.
No acumulado do ano, a exportação têxtil cresceu 20%, totalizando embarques de US$2,39 bilhões. Os países importadores do algodão brasileiro permanecem como os principais destinos – China, Vietnã e Turquia.
O DESEMPENHO DE ROUPAS
Também em roupas, a balança comercial brasileira ficou aquecida no mês. Em setembro, com US$87 milhões, a importação de roupas subiu 33% sobre o mês anterior. Conforme o levantamento, a exportação de roupas cresceu 21%, e alcançou US$9,9 milhões.
Mesmo assim, a comparação com setembro de 2019 segue negativa em vestuário. Queda de 33% em importação e recuo de 16% na exportação (-38%).
Assim, no acumulado de 2020 até setembro, a importação de roupas diminuiu 31% sobre 2019, caindo para US$874 milhões. Da China, o Brasil importou quase US$500 milhões.
Para a exportação de roupas a queda continua em torno dos 30%. Até setembro acumulou US$76 milhões em vendas no período. O Paraguai segue como principal parceiro comercial do Brasil em 2020 em vestuário. Adquiriu US$16 milhões em nove meses.
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