Em março, o crescimento foi de 25% sobre o mês anterior, o mais alto desde janeiro, e voltando a recuar em abril.
Com o dólar em cotação mais convidativa, desde janeiro as empresas brasileiras do setor têxtil e vestuário intensificaram as importações. Março chegou ao pico dos quatro primeiros meses de 2017 ao registrar compras totais avaliadas em US$ 478,44 milhões, de acordo com dados do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em abril, recuou para US$ 379,99 milhões. Uma das grandes pressões sobre a balança comercial são as roupas importadas. A partir de maio, o cenário pode mudar, com a cotação da moeda americana flutuando sob a pressão da crise do governo Temer.
Antes disso, de janeiro a abril, as marcas brasileiras voltaram a abastecer as coleções, especialmente as de inverno, com produtos importados. Em março, o volume de peças prontas vindas do exterior alcançou US$ 189 milhões, avanço de 56% sobre o que foi internalizado em fevereiro e de 33% em relação a importação de março de 2016. Em abril, o valor das compras desceu para U$ 123,91 milhões, mostram dados divulgados pelo sistema do ministério.
As exportações encolheram de janeiro a abril na comparação com os quatro primeiros meses de 2016. Em 2017, só março apresentou alta, depois de três meses em queda no confronto com o mês anterior. Atingiu US$ 149,32 milhões, descendo para US$ 131,79 milhões em abril. O comportamento dos embarques de roupas prontas para o exterior apresentaram o mesmo comportamento. Subiram em março, registrando US$ 13,25 milhões, e diminuíram para US$ 12,86 milhões em abril.
SALDO DA BALANÇA COMERCIAL DO SETOR
Com esse resultado, em 2017, o déficit do setor têxtil e de confecção vai ficando maior. Foi a US$ 329,12 milhões, em março, também o mais alto do ano, baixando em abril para US$ 248,2 milhões.