Já o comércio demitiu, como sempre acontece no mês, refletindo a dispensa dos trabalhadores temporários contratados para as festas de final de ano.
Fabricantes de produtos têxteis e de vestuário voltaram a contratar em janeiro, depois de dois meses seguidos de corte. Foram abertas 6.503 vagas pelas empresas do setor, segundo o levantamento divulgado mensalmente pelo ministério do Trabalho, com base nos dados apurados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). É o maior saldo positivo desde janeiro de 2013, com base na evolução do emprego setorial no período de cinco anos.
Santa Catarina, São Paulo e Paraná foram os estados que mais contrataram no mês. As empresas catarinenses criaram 2.856 postos de trabalho em janeiro; as de São Paulo ofereceram 1.581 vagas a mais; e as do Paraná deixaram saldo positivo de 1.067 novos funcionários. Entre os estados, 15 criaram vagas e 12 cortaram postos. Entre os que demitiram, Rio de Janeiro restou com saldo negativo de 231 postos de trabalho, a Paraíba com 210 a menos e o Ceará eliminou 109 vagas.
REMANEJAMENTO DO QUADRO
Por conta do reforço do quadro de pessoal, para dar conta do aumento do movimento no final de ano em razão das festas, janeiro sempre é um mês de saldo negativo para o trabalho para o comércio, tanto varejista, quanto atacadista. Em janeiro de 2017, o varejo cortou 23.663 vagas, é a menor redução dos últimos tempos para o mês, restando semelhante a janeiro de 2012, revela análise dos dados do Caged.
Todos os estados demitiram, com São Paulo puxando a lista das demissões, sob corte de 6.348 vagas; depois o Rio de Janeiro com a eliminação de 4.619 postos; e Minas Gerais que registrou saldo negativo de 2.538 empregos. Apenas o varejo do Amapá abriu 42 vagas no mês.
O comércio atacadista aboliu 135 postos de trabalho em janeiro, menos que nos últimos dois anos no mesmo mês. São Paulo permaneceu estável. Rio de Janeiro cortou 90 vagas, Goiás fechou 56 e Pará eliminou 17 postos de trabalho. No movimento contrário, o atacado do Paraná abriu 46 vagas de emprego; Mato Grosso do Sul, mais 24; e Santa Catarina, mais sete.