Junho encerra semestre de saldo positivo entre fabricantes de produtos têxteis e de roupas, mas de forte redução no varejo brasileiro.
Ao longo do primeiro semestre, o nível de emprego nos setores têxtil e de vestuário revela desempenho bastante diferente da indústria em relação ao comércio. Enquanto fabricantes de produtos têxteis e confecções de roupas expandiram o quadro de pessoal nos primeiros seis meses do ano, o comércio encolheu, especialmente o varejista. Junho manteve a dinâmica, com sinais de desaceleração da indústria, como mostra o levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Os produtores do setor abriram 1.376 vagas em junho. Entre os estados houve predomínio de contratações, sendo que os três mercados que mais admitiram foram, pela ordem: Bahia, com 456 vagas a mais do que tinha em maio; Rio Grande do Norte, com mais 378; e Paraná, com mais 280. São Paulo que liderou as contratações em maio, manteve saldo positivo, mas, conteve a oferta ao abrir 158 postos de trabalho a mais do que tinha em maio. Os três estados que mais demitiram foram Paraíba (-132); Minas Gerais (-102) e Espírito Santo (-99).
Ainda que os números do Caged flutuem porque muitas empresas informam com atraso as mudanças em folha de pagamento, o saldo positivo foi de quase 20 mil vagas abertas de janeiro a junho na indústria.
DESEMPENHO DO COMÉRCIO
Tanto o varejo quanto o atacado de roupas e tecidos demitiram em junho. As lojas varejistas cortaram 734 vagas no mês, depois da oferta de 364 empregos em maio, o único mês de contratação no semestre. Acumulou assim 41 mil demissões nos primeiros seis meses, levando-se em conta os dados do Caged divulgados até o momento.
O atacado da atividade também reduziu o quadro de pessoal, cortando 69 postos. Foram quatro meses de redução e dois de contratação (março e abril), de modo que o semestre acabou com saldo positivo de 12 vagas a mais do que tinha no início de janeiro.
SITUAÇÃO BRASILEIRA
Pelo terceiro mês consecutivo, o país teve saldo positivo de geração de emprego, mediante a criação de 9.821 postos de trabalho em junho. Os números mostram desempenho positivo também no semestre: no acumulado do ano até junho houve criação de 67.358 vagas, informa o Ministério do Trabalho.