Como era esperado para essa época do ano, o varejo de roupas contratou mais em novembro, sustentando quase 32% das novas vagas da atividade como um todo.
Se outubro foi um mês atípico para a indústria têxtil e do vestuário com o corte de postos de trabalho, em novembro a atividade tornou a enxugar o quadro, encerrando 7.177 vagas no mês, mas, neste cado, apresentou o mesmo comportamento de novembro 2013, quando demitiu mais que contratou. A situação agravou-se em novembro por causa das demissões de outubro. Dessa forma, o recuo sobre a quantidade de gente empregada em novembro de 2013 foi de praticamente 2%. O enxugamento nessa indústria só não foi maior do que da área química (menos 8.530), de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cuja pesquisa mensal foi divulgada na quinta-feira, 18 de dezembro.
O pior desempenho da indústria foi compensado pela expansão apresentada pelos setores do comércio e de serviços, de modo que o Brasil fechou novembro com o mercado formal voltando a contratar, depois do outubro negativo. Segundo a pesquisa, foram geradas 8.381 novas vagas, com a alta sendo puxada pelo comércio varejista e pelo sul do país.
Das 105.043 novas vagas no varejo brasileiro em novembro, 33.415 foram geradas pelo setor de vestuário, praticamente repetindo os números de novembro de 2013 (33.377), com ligeira alta. São Paulo lidera a geração de empregos no varejo entre os estados, somando 9.315 vagas, sendo seguido por Rio de Janeiro (4.863) e Minas Gerais (3.073). O atacado também ampliou a base, com 240 novas vagas. Nesse segmento, o Paraná foi o que mais contratou, abrindo 93 postos, em seguida vem São Paulo (58) e Santa Catarina (42). Ao contrário do varejo em que houve aumento de quadro em todos os estados, no segmento atacadista o Rio de Janeiro reduziu o quadro em 27 postos, depois vem Bahia, com menos 14, e Minas Gerais, com menos seis.