Fabricantes de itens têxteis e de roupas mantêm emprego em alta, assim como o atacado de moda, mas varejo demite, mostra Caged.
Apesar do recuo de março, quando cortou empregos formais, a indústria têxtil e de roupas reagiu em abril. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), os fabricantes abriram 1.845 vagas com carteira assinada no mês. Dessa forma, o nível do emprego no setor continua positivo. Até abril, foram 16.886 empregos a mais do que os registrados no mesmo período de 2018, conforme o Caged.
A abertura de vagas foi puxada pelas contratações da indústria do Ceará (+466), de Santa Catarina (+438) e Minas Gerais (+324). Em apenas cinco estados, a indústria cortou empregos em abril. Nos demais, as contratações predominaram. Entre os que mais demitiram que contrataram, está a indústria do Paraná que eliminou 198 vagas em relação a março, quando já havia fechado postos de trabalho, depois de dois meses em alta. O Espírito Santo também cortou, encerrando 172 empregos no mês. E o Rio Grande do Norte demitiu 126 profissionais.
VAREJO DEMITE, ATACADO ABRE VAGAS
O varejo de moda continua a reduzir o quadro de funcionários. Além do corte dos temporários, a redução reflete também as lojas que fecharam, dispensando pessoal. Em abril, o segmento ficou com 1.274 vagas a menos do que tinha em março. Assim, nos primeiros quatro meses do ano, o varejo de roupas e calçados eliminou 46,5 mil empregos com carteira assinada.
Em abril, as lojas de Minas Gerais lideraram os cortes, com 370 vagas eliminadas. No sentido contrário, o comércio varejista do Paraná abriu 255 vagas e o de São Paulo, 118, mostram os dados do Caged.
Assim como a indústria, o atacado de roupas e itens têxteis registrou oferta de empregos. Criou 82 postos de trabalho em abril. É o terceiro mês seguido que o segmento mais contrata que demite. Mantém saldo positivo no ano de 222 vagas a mais do que tinha no consolidado de janeiro a abril de 2018.
Em 14 estados, os atacadistas eliminaram empregos, sendo que o maior corte foi feito na Paraíba, com 21 empregos fechados. O atacado do Paraná liderou as contratações, tendo aberto 46 vagas, seguido pelo do Maranhão, com 45 novos empregos.
NÍVEL DO EMPREGO NO BRASIL
Segundo o Caged, o Brasil criou 129.601 vagas formais de emprego em abril. As contratações foram impulsionadas pela área de serviços, responsável por 66.290 das novas vagas. Segunda maior contratadora, a indústria da transformação abriu 20.479 postos de trabalho no mês.