Tanto os fabricantes de itens têxteis quanto as confecções abriram vagas de emprego formal em fevereiro, desempenho oposto ao apresentado pelo varejo de moda
A oferta de vagas de emprego com carteira assinada continuou a crescer em fevereiro na indústria de itens têxteis e de confecção de roupas, mas o ritmo diminuiu em relação a janeiro. Foram abertos 4.537 postos de trabalho no mês, em empresas de todo o país. Mas, as de Santa Catarina novamente puxaram a alta, ao contratarem 3.848 funcionários para esse setor em fevereiro, mostra o levantamento mensal baseado no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo ministério do Trabalho. Paraná é o segundo estado que mais contratou no setor, tendo aberto 369 vagas, seguido por Goiás, com 310 contratações.
No comércio, os atacadistas de roupas, calçados e tecidos contrataram mais do que demitiram, deixando em fevereiro saldo positivo de 107 novos empregos. A maioria dos estados abriu vagas nesse segmento, sendo que o atacado do Paraná lidera com a oferta de 44 vagas a mais do que tinha em janeiro. Os atacadistas de Santa Catarina terminaram o mês com 26 postos a mais que o mês anterior e o Rio Grande do Sul com 21 mais. Em movimento contrário, o Maranhão foi o estado que mais cortou postos no atacado, fechando 14 vagas.
No comércio varejista de moda, o saldo continua negativo. Em fevereiro, as lojas fecharam 8.621 vagas de empregos formais que junto com as demissões de janeiro praticamente zeraram o reforço dos temporários entre outubro e dezembro. O varejo de São Paulo foi o que mais enxugou o quadro de pessoal, ao cortar 1.763 empregos, enquanto o Rio de Janeiro encerrou outros 1.575 e Minas Gerais ficou com 963 postos a menos do que tinha no mês anterior.
De acordo com o Caged, em fevereiro no país como um todo foram criadas 61,1 mil vagas formais de emprego.