O Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial do ano mostra, contudo, que as empresas de vestuário aumentaram as novidades.
Depois de um último trimestre especialmente forte em novidades em 2018, a indústria têxtil acionou o freio em 2019. Lançou menos produtos ao longo do ano. De acordo com o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, a queda na intenção de lançar produtos no mercado foi de22,8% entre os fabricantes têxteis. A categoria inclui tecidos, além de itens de cama, mesa e banho. Já na área de roupas, que inclui marcas, confecções e varejo, o indicador aponta alta de 1,7% de um ano para o outro.
Calculado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, o índice se baseia nos pedidos de registro de código de barras para bens de consumo. E contempla uma série histórica estabelecida desde 2002. A entidade é responsável pelo padrão global de identificação de produtos e serviços (Código de Barras e EPC/RFID) e comunicação (EDI e GDSN) na cadeia de suprimentos. Só no Brasil são 58 mil empresas associadas. O índice mede o desempenho nos setores de alimentos, bebidas, vestuário e têxtil – os quatro principais. Além da categoria de produtos diversos.
De acordo com Carolina Fernandes, economista da área de pesquisa e desenvolvimento da GS1 no Brasil, os segmentos têxtil e de vestuário correspondem a cerca de 10% dos associados. Ela ressalta que em 2019 a maior concentração de pedidos de registro na indústria têxtil foi nos meses de abril e maio. Já para as confecções os meses mais fortes foram fevereiro e setembro que indicam as mudanças de coleção.
ATIVIDADE INDUSTRIAL DE DEZEMBRO
Pelo índice GS1, houve queda em dezembro de cerca de 17% sobre os pedidos de registro da indústria têxtil em relação a novembro. Na área de roupas, o volume de pedidos cresceu 28,5%. “Quando a empresa solicita o código dificilmente deixará de lançar o produto, mas pode acontecer”, esclarece Carolina.