Como aconteceu em 2017, fabricantes de produtos têxteis e de roupas iniciam o ano abrindo vagas formais, enquanto o corte de temporários afeta o saldo do comércio
Depois da queda do nível de emprego em novembro e dezembro, interrompendo a recomposição de quadros efetuada de janeiro a outubro, a indústria têxtil e de vestuário iniciou 2018 abrindo vagas formais. Foram 8.271 mais empregos com carteira assinada em janeiro que o mês anterior, mostram os dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A maioria dos estados assinala saldo positivo no nível de emprego dos dois setores.
Apenas seis estados registraram corte de vagas no mês e ainda assim de forma residual. Juntas as empresas de Mato Grosso, a indústria que mais demitiu em janeiro, por exemplo, eliminaram 71 postos de trabalho. A reação do emprego foi mais forte em Santa Catarina onde o número de vagas abertas somou 2.237. A indústria de São Paulo contratou 2.017 trabalhadores a mais do que encerrou o ano, o Paraná aumentou 1.278 postos e Minas Gerais abriu 1.012 vagas.
NÚMEROS DO VAREJO E DO ATACADO
Como é comum nessa época do ano, retraiu a oferta de empregos no comércio, tanto varejista quanto de atacado, por causa do corte dos empregados temporários, contratados no último trimestre para reforçar a demanda decorrente do movimento das festas de final de ano, principalmente na área de roupas. A redução no varejo é drástica em janeiro. Este ano foram eliminadas 26.211 vagas, com lojas de todos os estados brasileiros mais demitindo que contratando.
O varejo de São Paulo fechou 7.785 vagas com carteira assinada. No Rio de Janeiro o corte eliminou 4.618 empregos e em Minas Gerais a redução atingiu 2.557 postos de trabalho, mostram os dados do Caged.
Também é negativo o saldo do comércio atacadista. Em janeiro, o segmento ficou com 105 vagas a menos do que tinha em dezembro, mês em que as empresas encerraram 460 vagas, o maior volume de demissões no ano. O estado do Rio de Janeiro foi o que mais cortou, ao cancelar 39 postos, e o Ceará eliminou outros 29. Entre os poucos estados que contrataram, o Paraná foi o que mais abriu vagas, com a oferta de 19 empregos adicionais, e São Paulo terminou janeiro com 12 vagas a mais do que tinha em dezembro.