A variação positiva foi pequena se comparada ao aumento dos preços de Moda, que subiram 0,38% no mês, e à inflação oficial de 0,86%.

Desde janeiro, a inflação de roupas estanca os reajustes, na comparação com o cenário geral. Em fevereiro, a inflação oficial brasileira medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) aponta para alta mensal de 0,86%, intensificando a pressão sobre o poder de compra da população. Os preços de roupas variaram, porém,
0,04% em fevereiro sobre janeiro, que já foi um mês de recuo ameno.Os demais itens que compõem a cesta de Moda monitorada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) ficaram mais caros em fevereiro. Aumentaram 0,38%. Calçados e Acessórios subiram 0,78%; Tecidos e Armarinhos avançaram 0,54%; Joias e Bijuterias encareceram 2,78% – só joias tiveram aumento de 3,35% no mês.
Novamente, como em janeiro, a inflação de roupas estanca em fevereiro contida pela queda nos preços do vestuário feminino (-0,27%) e do vestuário infantil (-0,03%). Apenas subiram os preços das roupas masculinas, com aumento de 0,45% em relação ao mês anterior.
INFLAÇÃO ACUMULADA
Em função da queda nos preços das roupas femininas e infantis, o segmento de roupas registra ligeira deflação em dois meses. Entre janeiro e fevereiro, os preços ficaram praticamente estáveis (-0,03%) sobre o acumulado do mesmo período em 2020.
A deflação só não foi maior porque roupas masculinas acumulam alta de 0,69%. Já roupas femininas caíram 0,58% e infantis baixaram 0,10% na comparação do acumulado dos primeiros dois meses de 2020, mostram os dados do IBGE.
A inflação acumulada de Moda ficou em 0,31%, com: Calçados e Acessórios (0,38%); Tecidos e Armarinhos (1,17%); Joias e Bijuterias (4,16%).
A inflação oficial brasileira acumula alta de 1,11% entre janeiro e fevereiro, pressionada sobretudo pelo aumento dos combustíveis.
PREÇOS DE MODA E ROUPAS NAS CAPITAIS
Em nove das 16 cidades que são destaque da pesquisa que mede a inflação oficial brasileira os preços de moda aumentaram, incluindo a capital paulista pelo segundo mês consecutivo. As demais sete capitais entram o ano acumulando deflação.
Para roupas, seis capitais registram inflação acumulada. A mais alta anotada na capital paulista, de 1,85%, superior à taxa de Moda (1,52%).
Compare o desempenho das outras capitais em Moda e Roupas navegando pelos gráficos interativos abaixo, criados com exclusividade pelo GBLjeans.