Índice oficial aumentou 1,26% em junho, com alta geral em todos os itens da cesta de produtos e serviços, menos moda cujos preços caíram em relação a maio
Desde janeiro de 2016 a inflação brasileira não subia acima de 1%. Em junho, bateu 1,26% de aumento, puxado pela conta de luz e do gás encanado que elevou os preços no grupo Habitação em 2,48%; além de Alimentos que ficaram 2,03% mais caros que em maio. Todos os itens da cesta de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para formação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiram no mês. Menos a categoria Vestuário, que registrou deflação de 0,16%, interrompendo sequência de três meses de preços em alta.
Roupas femininas e infantis e calçados respondem pelos preços mais baixos de junho praticados pelo varejo, mostra a pesquisa. Calçados e acessórios foram os itens do grupo que mais cortaram preço, com redução de 0,47%. Mesmo com a forte alta do custo do atacado em maio, as roupas para mulheres baixaram 0,38% de um mês para o outro, e as roupas para crianças tiveram queda de 0,33%.
Em compensação, os consumidores pagaram 0,32% a mais que em maio para comprar roupas masculinas, registrando o quarto mês consecutivo de alta nos preços nessa linha de produtos. Os aumentos para joias e bijuterias e de tecidos foram ainda maiores: de 0,67% e 0,48%, respectivamente, indica a pesquisa do IBGE.
CUSTO DA MODA EM 16 CAPITAIS
Para efeito de análise, a pesquisa do IPCA mensal destaca o comportamento dos preços em 16 capitais brasileiras. Do total, seis tiveram alta em junho. A maior média de aumento foi encontrada em Salvador (2,02%), com alta generalizada em todos os produtos da cesta de vestuário. Os que mais subiram na cidade foram as roupas infantis (3,17%) e as masculinas (2,96%). No geral o movimento foi deflacionário entre as demais capitais.
As três onde os preços mais caíram foram Campo Grande, com recuo de 1,44% em junho sobre maio; Rio Branco, queda de 0,76%; e Curitiba, com redução de 0,75%. Com o maior comércio de moda do país, São Paulo teve deflação de 0,44%, mostra a pesquisa.