Os índices divulgados pelo IBGE na semana passada revelam o comportamento cauteloso do consumidor em fevereiro, estendendo-se para março.
Os preços das roupas voltaram a subir em março, se bem que menos do que ocorreu em fevereiro. De modo geral, colocar mais itens no armário ficou mais caro 0,15%, em março, ante a alta de 0,55%, no mês anterior – apenas as roupas masculinas ficaram 0,42% mais baratas que em março, com a alta ficando concentrada nos artigos para mulheres e crianças. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), o IPCA total (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) apresentou alta de 0,47%.
Por conta da pressão sobre os preços, as famílias foram cautelosas na compra de tecidos, vestuário e calçados, tratados na pesquisa do IBGE sobre o varejo como uma categoria única. O comércio varejista da atividade registrou vendas 1,1% menores, em fevereiro, em relação a janeiro, que já recuara 0,7%. Esse desempenho coloca o segmento como a quarta categoria que mais pressionou a taxa global do mês, quando o varejo brasileiro viu as vendas caírem 0,2%.
Também em relação ao nível de emprego do país, os segmentos de vestuário e tecidos foram destaque de pressão negativa. Se a taxa global ficou estável (0%), o acompanhamento mensal do IBGE mostrou queda de ocupação de 6,3%, em vestuário, e de 6%, na área têxtil. Por conta desse enxugamento, o valor da folha de pagamento caiu 5,1% entre as confecções, e 3,3% na indústria têxtil.