Taxa é a mesma de junho, a mais alta desde janeiro, e no acumulado do ano encosta em 5%.

Enquanto a inflação oficial brasileira desacelerou em agosto, a inflação de roupas dobrou no mês. Avançou
1,12% sobre julho, ficando acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) geral que ficou em 0,87% em agosto.Os dados constam da pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), que calcula a inflação oficial brasileira. Em relação a julho, a maior alta do ano (0,96%), os aumentos desaceleraram em agosto.
Conforme o IBGE, das nove categorias de produtos monitoradas, apenas a de Saúde e Cuidados Pessoais apresentou deflação (-0,65%).
Pela pesquisa, a alta dos preços de roupas elevou a inflação da categoria nomeada pelo IBGE de Vestuário para 1,02%. Para efeito de levantamento, o GBLjeans identifica a categoria como Moda.
Esse grupo de produtos inclui roupas; calçados e acessórios; joias e bijuterias; tecidos e armarinhos. Como ocorreu nos últimos cinco meses, todos ficaram mais caros na passagem de julho para agosto.
Depois de roupas, o maior aumento em moda em agosto foi do segmento de Calçados e acessórios (0,89%).
Em seguida, de Joias e bijuterias (0,52%); e Tecidos e armarinhos (0,44%).
AUMENTO NO VESTUÁRIO
A inflação de roupas dobrou em agosto pressionada pelos aumentos do vestuário masculino, que subiu 1,17%.
Sofreu pressão também das roupas femininas cujos preços aceleraram 1,19% sobre julho.
Em agosto, a inflação das roupas infantis saltou 0,87%.
ALTA ACUMULADA
Até agosto, a inflação brasileira acumula alta de 5,67%.
A inflação de moda avançou 4,84% em relação aos primeiros oito meses de 2020.
Já a inflação de roupas ficou ligeiramente abaixo desse patamar, acumulando aumento de 4,45% no período.
Foi segurada pela inflação das roupas infantis que de janeiro a agosto subiram 2,06%.
A maior pressão veio das roupas masculinas (5,98%), que ficou acima da inflação brasileira acumulada em oito meses (5,67%).
A alta acumulada das roupas femininas registra 4,33%.
Os demais itens de moda também acumulam inflação: Calçados e Acessórios (4,76%); Tecidos e Armarinhos (4,70%); Joias e Bijuterias (10,46%).
PREÇOS EM 12 MESES
Ao analisar o comportamento dos preços ao consumidor dos últimos 12 meses imediatamente anteriores a agosto, a pesquisa do IBGE mostra a inflação oficial brasileira em 9,68%.
Moda teve variação menor, com aumento de 7,10% no período.
Em 12 meses, os preços de roupas aumentaram 6,62%. Mais uma vez as roupas masculinas tiveram maior peso com alta de 9,19%.
O aumento de roupas femininas registrou 5,63% nos últimos 12 meses, e o das roupas infantis, de 4,37%.
PREÇO DE ROUPAS NAS CAPITAIS
Ao fazer a análise do acumulado de oito meses, até agosto, nas 16 capitais que são destaque da pesquisa do IBGE, o GBLjeans observa que a inflação de moda aumentou em todas as cidades.
Mesmo Salvador e Brasília que continuavam em deflação até julho passaram a acumular aumento de preços em moda.
Já em roupas as duas capitais são as únicas a manter deflação. De -0,67% na capital baiana e de -0,03% em Brasília.
As duas capitais mais caras para roupas e moda continuam sendo Fortaleza e São Paulo.
NAVEGUE PELOS GRÁFICOS
Clique nas setas para acompanhar o comportamento dos preços de janeiro a agosto, em moda e roupas, comparados com a média geral.
Criados pelo GBLjeans, os gráficos mostram ainda o acumulado do ano em moda e roupas, comparado com o IPCA geral.
Mostra ainda a variação de moda e roupas nas 16 capitais que são destaque na pesquisa.
A partir de agosto, o GBLjeans passa a incluir também dados da variação de preços nos últimos 12 meses.