Indústria têxtil também registra deflação em setembro, colocando o setor em movimento contrário à média geral, que foi de alta de 0,94%.
A curva dos preços ao produtor das áreas têxtil e de vestuário fez em setembro o movimento oposto ao praticado pela indústria em geral. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPP (Índice de Preços ao Produtor) da indústria de transformação no Brasil aumentou 0,94%, taxa que só foi menor à alta de 1,50% registrada em janeiro. Já o setor de moda conviveu com a retração dos preços apurados no mês. A queda de 1,48% do indicador na indústria de vestuário foi a maior do ano registrada pela pesquisa mensal do IBGE, e representa o quinto mês consecutivo do IPP do segmento encolhendo.
O recuo dos preços de produtos têxteis foi bem mais contido, caindo 0,16%, depois de meses com indicadores em alta. Na parte têxtil, os fios de algodão responderam por pequena alta de 0,03%, enquanto os tecidos de algodão mistos com outras fibras ou puros tiveram queda de 0,19%. No caso de roupas, camisas e calças masculinas, assim como camisetas, foram os itens cujos preços ao produtor ficaram menores. Apenas moda íntima feminina, sutiã e calcinhas, tiveram reajuste para cima.
Em comparação a setembro de 2013, os preços de produtos têxteis e de vestuário acompanham a curva de alta da indústria como um todo. A média geral de aumento de preços dos produtores foi de 2,87%. Os preços da indústria têxtil subiram 2,81% em setembro em relação a igual mês do ano passado, e os da indústria de confecção de vestuário subiram 2,96% no mesmo período.
O IPP acompanha os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e frete, em 1,4 mil empresas. São coletados cerca de 5 mil preços mensalmente, informa o IBGE.