Confecções acompanham queda geral da indústria brasileira, enquanto os preços de atacado dos têxteis tiveram ligeiro aumento
Após três meses seguidos em queda, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) dos fabricantes de itens têxteis mostrou variação positiva em janeiro, ainda que pequena. Variou 0,04% sobre dezembro, informa a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que calcula o indicador e cujos resultados foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 27 de fevereiro. Já as confecções de roupas começaram o ano acompanhando a curva em queda mostrada pela indústria brasileira como um todo, que recuou 1,05%, no quinto mês consecutivo de preços contraídos.
O IPP de vestuário ficou negativo em 0,71%, depois de ter aumentado 0,41% em dezembro, taxa bem menor que o crescimento de 1,86% apontado pela pesquisa do mês passado e revista pelo IBGE. Ajudou a derrubar os preços do atacado de roupas em janeiro, a comercialização de camisas masculinas e conjuntos femininos feitos
de malha, aponta o levantamento. Com o recuo do IPP em janeiro, o segmento de vestuário mantém a oscilação de sobe-e-desce iniciada em julho do ano passado.
VARIAÇÃO SOBRE JANEIRO DE 2018
Segundo a pesquisa do IBGE, das 24 atividades industriais monitoradas pela pesquisa apenas o setor de bebidas apresentou redução do IPP, de -2,21%, na comparação com janeiro de 2018. As demais atividades aumentaram os preços no atacado, de modo que a média geral foi de alta de 7,99%. A indústria têxtil seguiu de perto esse
encarecimento, com aumento de 7,83% em janeiro de 2019 sobre igual mês de 2018.
O aumento repassado pelas confecções de vestuário foi bem menor. No confronto com janeiro de 2018, subiu 2,86%, estando entre os três menores da indústria. Acima apenas dos setores de couro (+1,635) e de produtos farmacêuticos (+0,51%).
Em janeiro de 2018, as roupas tiveram o maior aumento do ano (4,05%). Ao contrário, a indústria de produtos têxteis começou aquele ano com IPP negativo (-0,26%).