Já o preço de atacado dos artigos têxteis subiram, acompanhando o movimento de alta registrado pela indústria em geral no mês.
Depois de três meses consecutivos com preços de fábrica subindo, o vestuário terminou maio em queda de 0,06% sobre abril. O segmento ficou entre as seis atividades industriais que registraram redução do IPP (Índice de Preços ao Produtor) em maio. Os demais 24 ramos monitorados assinalaram aumento de reajustes, informa a pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Desse modo, a indústria brasileira em geral registrou variação positiva de 1,43%, completando quatro meses de majoração de preços.
As compras de itens têxteis, que inclui tecidos para cortinas e acessórios, além de toalhas e tecidos atoalhados, ficaram mais caras. A indústria do segmento elevou os preços em 0,59% sobre abril, mês em que registrou a primeira queda do IPP do ano.
ACUMULADO DO ANO
O IPP acumulado de janeiro a maio assinala alta entre a maioria das atividades produtivas. A indústria como um todo registrou aumento de 3,99% nos primeiros cinco meses do ano, diz a pesquisa do IBGE. Os preços de fábrica das confecções de vestuário aumentaram acima desse patamar. Encareceram 4,05% ao comparar com o mesmo período do ano passado.
O aumento acumulado em 2019 da indústria de artigos têxteis foi um pouco menor. Subiu 2,28%, mostra o IBGE.
COMPARAÇÃO COM MAIO DE 2018
A despeito da crise na economia provocada pela greve dos caminhoneiros em maio de 2018, a indústria brasileira de modo geral veio recompondo preços em 2019. Nessa comparação, a alta do IPP em maio deste ano foi de 2,55% sobre maio de 2018.
No mesmo confronto, os reajustes da indústria de têxteis e de vestuário ficaram mais altos que a média geral, tendo apresentado aumentos de 5% e 5,17%, respectivamente. São reajustes expressivos, mas que vêm perdendo a força dos últimos meses.