Aumento no preço do vestuário no atacado refletiu variação de custo de matéria-prima e de mão-de-obra, além das novas coleções.
A indústria brasileira como um todo aumentou bastante os preços do atacado em março. O avanço foi de 1,63%, o mais alto desde setembro, como mostra o levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPP (Índice de Preços ao Produtor) de março também disparou na indústria do vestuário e de produtos têxteis. Na comparação com fevereiro, os aumentos das confecções novamente são destaque na pesquisa.
Os preços do vestuário subiram 2,22%, variação que só perde, assim como em fevereiro, para os derivados de petróleo (+6,74%) e as indústrias extrativistas (+12,13%). De acordo com o IBGE, os preços deste setor “foram impactados por variações nos custos de matérias primas e mão de obra e por fatores sazonais, devido ao lançamento de novas coleções”. Bermudas, calças e camisetas foram os produtos que mais encareceram em março.
O encarecimento dos itens têxteis em março foi menor, de 1,22%, quando comparado a vestuário. Mas muito acima do 0,09% que essa indústria registrara em fevereiro. Nesse setor, os tecidos planos de algodão e malha, além dos têxteis para decoração, foram os artigos que pressionaram os preços das fábricas.
PREÇOS EM ALTA NO PRIMEIRO TRIMESTRE
No acumulado do ano, a variação foi positiva, com preços industriais em alta. Embaladas pelos repasses de fevereiro e março, as confecções de vestuário neutralizaram a queda de janeiro. Os preços do primeiro trimestre acumularam alta de 3,47% no setor. Perderam para extrativistas (+11,87%) e derivados de petróleo (+12,48%).
Afetada pelos aumentos magros aplicados em janeiro e fevereiro, a indústria de artigos têxteis registrou variação de 1,86% no acumulado dos primeiros três meses de 2019. Contudo, ainda assim, ficou acima do resultado da indústria em geral que somou 1,32% de janeiro a março, mostra a pesquisa do IBGE.
COMPARAÇÃO COM MARÇO DE 2018
De modo geral, a indústria brasileira operou em março com preços acima dos praticados em igual mês do ano passado. A indústria geral anotou variação de 8,98% na comparação com março de 2018. O reajuste entre os fabricantes de produtos têxteis ficou em 8,11%. Já as confecções de roupas, apesar do forte aumento no mês, registrou expansão de 5,82% sobre março de 2018.