Roupas, calçados, acessórios e tecidos formam o grupo de produtos que mais reajustou preços em maio, perdendo apenas para os serviços relacionados à habitação.
Embora a inflação brasileira tenha dobrado em relação a abril, a taxa é a menor para o mês de maio desde 2007, afirma o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ficou em 0,31%, sendo pressionada pelo grupo de serviços de habitação, como condomínio e taxa de água e esgoto, que somaram reajuste de 2,14% no mês; e pelos itens de moda que avançaram 0,98% em relação a abril, revela a pesquisa para composição do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Com as temperaturas caindo e o Dia das Mães, o varejo repassou ao consumidor os reajustes que vinha represando, como fez em maio do ano passado, para roupas, tecidos, calçados e acessórios. Itens de vestuário foram os que mais subiram, em todas as categorias. As roupas infantis puxaram os aumentos com taxa de inflação de 1,33%, seguidas pelas femininas que ficaram 1,1% mais caras e depois pelas masculinas que encareceram 0,98%.
O preço dos tecidos aumentou 0,30% no varejo, em maio sobre abril; o de calçados foi recomposto em 0,85%; o de jóias e bijuterias foi reajustado em 0,49%.
INFLAÇÃO NAS CAPITAIS
São Paulo novamente liderou os reajustes no varejo de moda, como ocorreu em abril. O avanço dos preços nessa categoria na cidade atingiu 1,38%, o mesmo IPCA de Curitiba (PR) nesse grupo de produtos, segundo o IBGE. A terceira capital mais cara, das 13 monitoradas pela pesquisa, foi Recife (PE), com aumento de 1,33%. Mas, todas as cidades do levantamento ficaram mais caras para o consumidor atualizar o guarda-roupa em maio. O varejo que menos subiu foi o de Goiânia com pequeno incremento de 0,05%.