Dados do Caged mostram aumento do nível de emprego na indústria e no comércio em relação ao mês anterior, mas com oferta menor que a registrada em setembro de 2013.
Setembro fechou com 2,44 mil vagas a mais do que o mercado da moda registrou em agosto, somando as contratações da indústria (confecção e vestuário) e do comércio (varejo e atacado), mostram os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado mensalmente pelo ministério do Trabalho. A indústria foi a que mais contratou com a abertura de 1,92 mil vagas, aumento expressivo sobre os 159 novos postos de trabalho contratados em agosto, mas bem menor que o saldo positivo de 3,51 mil encontrado em setembro de 2013.
Depois do primeiro saldo positivo observado em agosto desde novembro de 2013, o varejo voltou a contratar mais que demitir em setembro, contudo, bem abaixo do volume de contratações do mês anterior. Em setembro, o segmento abriu 185 postos contra 3,18 mil de agosto. Sobre setembro de 2013 a diferença é ainda mais profunda diante de 5,05 mil vagas. O nível de emprego no atacado também melhorou em relação a agosto. Abriu mais 337 postos, ante as meras 36 admissões de agosto. São dois meses consecutivos de melhora para o atacado em um ano marcado pelos cortes praticados entre janeiro e julho.
Desempenho nos estados
Entre os estados, a indústria de São Paulo foi a que mais criou vagas em setembro. É o primeiro saldo positivo registrado pelo segmento no estado no ano. Foram 463 contratações, depois de persistente redução do quadro registrada desde janeiro. Santa Catarina aparece em seguida, com 276 novos empregos industriais, e Ceará, com 245 novas vagas. O destaque negativo de setembro na indústria têxtil e de confecção foi Paraná que encerrou 331 vagas em setembro.
No varejo, Minas Gerais saiu na frente com a admissão de 246 profissionais, seguido por Espírito Santo (219) e Rio de Janeiro (180). Em compensação, São Paulo foi o estado que mais fechou vagas no país no comércio varejista. O saldo negativo computa 1,14 mil cortes, em setembro, interrompendo assim o ciclo de contratações observado em julho e agosto. Foi o oposto do que ocorreu no segmento atacadista, quando São Paulo ampliou o quadro em 141 vagas, seguido por Rio Grande do Sul que contratou mais 69, respondendo juntos por quase 63% dos novos postos de trabalho no atacado em setembro. As demissões foram escassas – apenas 28, distribuídas entre sete estados.