Deflação marca o ano da indústria têxtil que acumula queda de 1,03%, acompanhando a baixa geral dos preços industriais no Brasil

A cadeia da moda encerrou 2025 com desempenho distinto entre dois de seus principais segmentos, mostra pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Enquanto a indústria têxtil acumulou queda de 1,03% no IPP (Índice de Preços ao Produtor) em 2025, a confecção de vestuário encerrou o ano com discreta variação positiva de 0,06%. Em vestuário, o IPP registra estabilidade nos preços ao produtor depois da sequência de fortes aumentos verificada entre 2020 e 2024.
No cenário mais amplo, o IPP da indústria geral acumulou deflação de 4,53% em 2025, apontado pelo IBGE como o segundo maior recuo da série histórica iniciada em 2014, atrás apenas de 2023 (-4,99%). Já a indústria de transformação registrou queda acumulada de 4,03%.
A variação acumulada do IPP em 2025 dos dois setores contrasta com o desempenho da produção física que cresceu em têxtil e vestuário.
DEZEMBRO EM QUEDA
No último mês de 2025, os dois setores enfrentaram conjuntura difícil. O forte recuo da produção física associado à pressão deflacionária de dezembro, tanto do IPP têxtil quanto do vestuário, podem representar desafios a superar no início de 2026.
Em dezembro, o IPP da indústria têxtil recuou 0,71%, completando 4 meses de queda consistente e seguida em 2025. O IPP de vestuário caiu 0,73%, indicando que a pressão sobre preços na cadeia continua, mesmo com a estabilidade observada no acumulado do ano.
Para a indústria geral, o IPP avançou 0,12% em dezembro, interrompendo dez meses consecutivos de queda.
VEJA OS DADOS EM GRÁFICOS
Acompanhe a variação mensal dos preços industriais. Também dá para conferir o comportamento acumulado do IPP de 2020 a 2025.



