Atividade expandiu volume de vendas e receita nominal em relação a dezembro, quando os indicadores também foram positivos.
As lojas de vestuário, tecidos e calçados registraram o segundo mês com vendas e receita em alta. Foi a atividade que mais cresceu em janeiro no comércio varejista, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em volume de vendas, o segmento aumentou 4,1% em relação a dezembro. No mesmo período, a receita nominal das lojas de moda subiu 4,8%.
Em ambos os indicadores, o varejo de vestuário, tecidos e calçados foi um destaque em mês no qual predominaram os resultados negativos, diz o IBGE. Tanto que o varejo em geral fechou o mês com queda de 0,7%, em volume de vendas, e de 0,8%, em receita nominal. Para a pesquisa, o IBGE consulta 6.157 empresas com mais de 20 funcionários no Brasil inteiro.
SOBRE JANEIRO DE 2016
Em relação a igual mês do ano passado, janeiro repetiu o desempenho negativo que vem registrando desde 2014. Caiu da mesma forma e quase no mesmo patamar do comércio em geral. Em termos de volume de vendas, o declínio do comércio de moda foi de 6,3%, enquanto a receita nominal recuou 3,1%. De maneira geral, o volume de venda diminuiu 7% e a receita contraiu 2,3%.
O estado mais afetado foi o Espírito Santo. Sobre janeiro de 2016, as lojas capixabas enfrentaram redução altíssima, de 54% em volume de vendas e de 53,1% em receita nominal. Nesse confronto apenas O Rio Grande do Sul e Minas Gerais apresentaram alta nas vendas, de 38,8%, no caso das lojas gaúchas, e de 16,7%, no varejo mineiro de moda. Os demais estados, assim como o Distrito Federal, enfrentaram queda no volume vendido.
Também predomina queda de receita nominal das lojas de moda entre os 12 estados analisados em destaque pela pesquisa do IBGE. O aumento de volume no Rio Grande do Sul repercutiu na receita nominal que saltou 44,6%. A alta de Minas Gerais totalizou 20,4%. Na Bahia, o varejo de moda aumentou a receita em 0,4%.