No setor de têxteis e roupas, indústria e comércio continuaram a cortar vagas de emprego com carteira assinada, mostra Caged.
Com a economia estagnada, o setor de têxteis e vestuário fechou vagas formais de trabalho em junho. Pelo segundo mês consecutivo, tanto indústria quanto o comércio enxugaram o quadro de pessoal. O corte na indústria de artigos têxteis e de confecção de roupas deixou a atividade com 2.569 vagas a menos do que tinha em maio. Ainda assim o saldo do semestre continua positivo em quase 13 mil empregos por conta das contratações de janeiro e fevereiro. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Em junho, de novo, as indústrias catarinenses e paulistas foram as que mais demitiram entre os estados que reduziram o quadro. Santa Catarina eliminou 1.068 postos de trabalho com carteira assinada. A redução em São Paulo atingiu 712 vagas formais. O nível de emprego também caiu na indústria do Ceará que congelou 450 colocações.
Outros oito estados tiveram contratações no setor, registra o Caged. O maior saldo positivo foi na indústria têxtil e de confecção da Bahia, com 461 vagas a mais em junho, e no Mato Grosso com a oferta de 250 empregos formais.
COMÉRCIO NÃO RECUPERA VAGAS
Como de praxe, o varejo de roupas faz demissões mês a mês a partir de janeiro. Só volta a contratar no último trimestre do ano, em preparação ao aumento de movimento devido às promoções da Black Friday, às festas de Natal e Ano Novo, e às férias de verão. Em poucos estados, as lojas contrataram. O predomínio foi de cortes, com 695 menos vagas em junho do que em maio. Com isso, o segmento acumula perto de 50 mil vagas a menos nos primeiros seis meses do ano.
O varejo do Rio de Janeiro foi o que mais cortou empregos pelo segundo mês seguido. Foram eliminadas 362 vagas. As demissões também predominaram entre as lojas do Rio Grande do Sul (-260) e de São Paulo (-192). O varejo baiano destacou-se no mês ao encerrar junho com 196 vagas a mais.
A situação do emprego piorou no atacado de roupas e outros produtos têxteis. Foram eliminados 188 postos, o maior corte do ano. Mas, assim como na indústria, o comércio atacadista mantém saldo positivo no primeiro semestre, ainda que pequeno, de apenas 23 vagas. O Paraná foi o estado em que o atacado mais demitiu, registrando 78 desligamentos. Em contraposição, Goiás mais contratou, com a abertura de 33 postos de trabalho.
NÍVEL DO EMPREGO NO BRASIL
O Brasil registrou a abertura de 48.436 vagas de trabalho com carteira assinada em junho, de acordo com o Caged. As contratações foram impulsionadas pelos setores de serviços (23.020), agropecuária (22.702) e construção civil (13.136). Os únicos setores a fechar vagas foram: indústria (-10.988) e comércio (-3.007).